O CIRCO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO PERDEU IMPORTÂNCIA NACIONAL

 

CPI da Covid perde fôlego e agora aposta em sigilos de Pazuello e relação de empresas com Bolsonaro. 

 

 

Acabei de ler essa notícia em um dos jornais que mais apostam nessa farsa que se tornou a Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI. Acertou quem falou Folha de São Paulo. 

Não foi nenhuma surpresa, pelo menos para mim. Há tempos essa CPI perdeu importância. Hoje ela só serve para divertir milhões de brasileiros. E cada dia que passa, os algozes - que tentam responsabilizar uma única pessoa pela pandemia – saem desmoralizados. 

Está tão feio o negócio que tiveram que pedir ajuda à Wilson Witzel, condenado por unanimidade pelo Tribunal Misto, responsável por cassar o seu mandado e torná-lo inelegível por cinco anos.  

Foi impressionante o que houve nesta última quarta-feira na CPI. Wilson discursou, afirmou que foi vítima de um golpe e prometeu até resolver o caso Marielle se um dia voltasse ao poder. 

Witzel apontou, de forma vaga, que algumas Organizações Sociais – OSS foram responsáveis pela sua caída. Isso foi o bastante para requererem a quebra do sigilo dessas entidades. 

Renan Calheiros, ao inquirir Wilson, perguntou se este sentia-se à vontade para responder às perguntas, se de alguma forma estava incomodado com a presença de alguns opositores congressistas.  

Neste domingo, saiu a notícia de que a CPI vai requisitar seguranças para Witzel. Isso mesmo. O governador que sofreu impeachment por desviar dinheiro da COVID-19 agora vai receber proteção da CPI que foi instalada para investigar desvios de recursos da COVID-19. (Desculpem a minha ênfase no termo COVID-19, mas é que não posso deixar o meu leitor que a menor dúvida disso). 

Sendo enfático, a CPI foi instalada para responsabilizar quem agiu mal nessa pandemia, quem desviou recursos públicos. Pois bem, o primeiro a ser condenado foi o Governador do Rio de Janeiro. Ele foi julgado pelo STJ e pela Assembleia Legislativa do Estado. Ficou comprovada à unanimidade que Witzel, ex-juiz federal, era o chefe de uma organização criminosa. Ele desviou milhões da saúde. Mas não foi isso que ele falou na Comissão. Aliás, o grupo dos sete Senadores Sedentos de Sede em nenhum momento fez ao ex-governador qualquer pergunta incômoda. Wilson contou uma outra história. Afirmou que foi vítima de milicianos, que está sendo perseguido. A mesma história de sempre: direcionar o foco para Bolsonaro, que supostamente teria ligações com a milícia carioca. Afirma que tudo não passou de um golpe, que ele é inocente e blá, blá, blá.  

Nesse Circo é assim: qualquer nome propalado já é automaticamente incluído no pedido de quebra de sigilo. Isso não funciona, senhores Senadores. Até o Supremo Tribunal Federal – STF, que está vergonhosamente mergulhado em contraditórias decisões, não vai autorizar tantas quebras de sigilo baseado exclusivamente em suposição de “fichas sujas”. 

O desespero está grande. O argumento da cloroquina não colou; não colou também a falácia de omissão do Governo Federal em Manaus (o Governador do Amazonas ignorou os avisos da empresa de oxigênio White Martins, que comunicavam a possível falta dos aparelhos e solicitava ao governador que tomasse providências quanto a isso). Por tal razão, ficou evidente que o Governador foi o grande responsável pela morte de centenas de manauaras; a falta de vacinas também não cola mais (o Brasil já é o quarto país em vacinação), essa CPI está demorando tanto a concluir quem são os responsáveis pelo caos nacional que a vacinação está cada vez mais acelerada, dando tempo de resposta ao Governo Federal, inviabilizando assim o argumento de que o Presidente da República deixou de comprar as vacinas. 

A grande verdade é que os Senadores oportunistas acreditavam que sairiam grande dessa CPI, responsabilizando Bolsonaro e passando a imagem de tranquilidade, o sentimento de dever cumprido. No entanto, não contavam com o Senador Eduardo Girão, do Ceará. Este senhor chegou pequeno, mas vai sair desse circo como o Senador mais respeitado pela população brasileira. Discordam de mim? Qual desses nomes da CPI podem sair às ruas incólumes? Girão grava seus vídeos semanalmente em comércios e mercados, rodeado de pessoas. Apostariam mil reais comigo que Calheiros, Aziz, Costa e Rodrigues não conseguem fazer o mesmo? 

Girão é hoje o maior nome do Senado simplesmente porque deseja o que há de mais coerente nessa CPI, que se investiguem todos que agiram mal nessa pandemia. Não quer poupar ninguém. Isso se chama coerência. Ele quer saber dos bilhões desviados. Os recursos repassados para os Estados PARA O COMBATE AO covid-19 equivalem a 9% do Produto Interno Bruto – PIB do nosso país. A ênfase de Eduardo tem sido tanta que não interessa mais aos brasileiros responsabilizar somente Bolsonaro. As pessoas querem os governadores, querem Carlos Gabas, querem o Consórcio Nordeste. 

E assim vamos levando, pagando tributos para vermos Senadores da República atuarem em um verdadeiro Circo. A cada dia que passa, muitos políticos estão parecidos com o Deputado João Plenário, da Praça é Nossa. O humorista retrata de forma coerente o que muitos parlamentares estão fazendo. 

Eu vou falar a mesma coisa todos os dias: uma CPI que tem Renan Calheiros como inquiridor, relator, já está desmoralizada desde o princípio. Infelizmente, o nosso Supremo Tribunal Federal erra muito ao permitir que um “ficha suja” como esse continue a ditar os rumos do Poder Legislativo nacional. 

aproximadamente 13 horas

CIRCO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO

O Canal Hipócritas no YouTube nominou a Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI mais importante desde os esquemas de corrupção, mensalão e petrolão, de Circo Parlamentar de Inquérito. E ele tem razão. 

 

Palhaços, animais adestrados, malabarismo verbal, atiradores de facas e transmitindo tudo isso em rede nacional, pela Globo da Morte. 

 

Link do vídeo

 

Nesse circo existem dois palhaços que se destacam. Omar Aziz, Presidente da CPI mais importante da história da saúde nacional, foi indiciado por desviar R$ 260 milhões da saúde no Estado do Amazonas. Certamente, com toda essa grana daria para ter comprado respiradores superfaturados para dar oxigênio para o povo amazonense. É importante notar, ainda, que pessoas que vivem no seio da Floresta Amazônica - o pulmão do mundo – precisam de respiradores para não lhes faltarem ar. 

O outro palhaço é Renan Calheiros, relator da Comissão Parlamentar de Inquérito, que responde atualmente a 08 (oito) inquéritos por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. 

No vídeo, Paulo Vitor afirma que tal situação é como se o traficante do seu bairro e o ladrão de carros da sua rua estivessem avaliando se você está usando corretamente o dinheiro do seu salário na reforma da sua casa ou se você está cuidando bem da saúde do seu filho. 

Para o narrador, trata-se de um circo, pra gente dar gargalhadas. Todavia, segundo ele, às vezes o espetáculo se transforma em um circo dos horrores, um filme de terror pesado, daqueles que nos dão náuseas, como Jogos Mortais, em que uma pessoa inocente é torturada por um psicopata sádico, que ainda faz discurso de justiceiro. 

Esse é o sentimento que nós temos dessa palhaçada paga com dinheiro público. “Fichas sujas” inquirindo pessoas como se fossem verdadeiros juízes. Mas isso não está passando despercebido. 

Em pesquisa recente da XP-Ipespe, apenas 35% da população acreditam na efetividade da CPI. Sem dúvidas, isso é reflexo da parcialidade, do duplo padrão. Essa Comissão tem apenas um propósito: minar o Presidente da República. Com isso, intimidam depoentes aliados ao Governo ao passo que tratam com dignidade quem critica as políticas públicas do Planalto. 

Já deixaram bem claro que essa CPI não investigará corrupção. Isso é inédito. Mas não é que não exista muita corrupção, mas sabem que se começar a investigar os recursos bilionários repassados aos Estados, o foco mudará completamente. 

Não sou contra a CPI, mas me oponho veementemente á parcialidade, ao palanque que ela tem dado aos piores políticos da República. O Presidente da República errou e ainda erra em suas posições sobre a pandemia, mas não é o único. Pelo contrário, muitos governadores com discursos humanistas desviaram até mesmo respiradores, deixando morrer a população. Depois descobriram que foram escondidos dentro das paredes de muitos hospitais.  

Por tudo isso, não acredito nessa CPI e tenho a plena convicção que ela está servindo, mesmo sem querer, como “cabo eleitoral” de Bolsonaro. A parcialidade, a desfaçatez de alguns Senadores não tem passado despercebido. Estão indo tão mal, que a população tende a se opor a tudo isso e descobrem do lado oposto Bolsonaro. É inevitável que muita gente passe a apoiar Bolsonaro como forma de protesto a tudo isso que eles estam fazendo. 

Compartilhar:
3 dias

PEDRINHO MATADOR: NOSSO ASSASSINO FAVORITO

Um dos assuntos mais comentados nas redes sociais nos últimos dias é Pedrinho Matador.  Ele prometeu “caçar” o assassino em série que tem aterrorizado Goiás e o DF há 10 dias.  

Pedrinho, ex-matador, assassinou mais de 100. Apesar disso, hoje ele é muito querido. Por onde passa, querem tirar fotos, abraçam-no. Atuante nas redes sociais, dá conselhos para jovens e comenta sobre crimes no Brasil. É um verdadeiro influenciador digital. 

Se tudo ocorrer como o planejado, o ex-matador vai assassinar o “serial killer” goiano. Quando isso ocorrer, ele vai ganhar mais fama, vai conceder inúmeras entrevistas e será ovacionado, ainda mais, por muitos. Ato contínuo, ele vai se candidatar a Deputado Federal ou até mesmo Senador da República e, uma vez eleito, vai lutar contra o crime. 

No YouTube, o canal “Pedrinho EX Matador e Pablo Silva" já contam com mais de 190 mil inscritos e seus vídeos já foram assistidos 10 milhões de vezes. Na descrição, “[SIC]Falo a linguagem da rua e retrato a verdade, e trago  conteudos reais da vida para quem quiser nos ajuda PIX: 11934903084” pede até ajuda via PIX. 

 

 

SÓ MATO QUEM MERECE MORRER 

 

 

Segundo Pedrinho, todas as pessoas que ele matou mereciam morrer. Eu discordo, baseado justamente nos seus relatos.  

Não vou entrar no mérito da veracidade de cada uma das mortes supostamente cometidas pelo matador, isso porque é comum alguém dessa estirpe aumentar para se autopromover. 

Segundo o assassino, aos 13 anos de idade pegou escondido o cavalo de seu primo. Este, ao descobrir, não gostou nada e, discutindo com Pedrinho, desferiu-lhe um soco. Em resposta à agressão, Pedrinho triturou o primo em um moedor de cana. Ao falar sobre o caso, já nos dias de hoje, ri como se estivesse contado uma anedota. Acrescenta que precisou picar algumas partes do corpo do familiar com o facão, isso porque a máquina não conseguiu triturá-lo por inteiro. 

Outro fato que ele conta com regozijo: ao saber quem supostamente havia matado a sua namorada, foi ao casamento do assassino e matou todos os homens da festa, poupando apenas, segundo ele, mulheres e crianças. A ressalva é importante para ele. 

Eu tenho medo do parâmetro de merecimento de Pedrinho. Ouvir isso de uma pessoa que está solta, com um canal no Youtube que já conta com quase 200 mil seguidores e 10 milhões de visualizações, é de embrulhar o estômago. 

 

 

A ROMANTIZAÇÃO DO MAL 

 

 

O nosso sistema jurídico não admite penas de caráter perpétuo. Isso é constitucional. Não importa o crime cometido. Até mesmo aquele que matou mais 100 sairá um dia da cadeia. Esse é o caso de Pedrinho. 

Embora cometido o seu primeiro assassinato aos 13 anos, somente aos 19 foi preso. Em 2007,  foi posto em liberdade, mas em 2011 voltou. Ficou livre, de fato, em 2018.  

Desde então, tem acumulado seguidores. Ele não sai às ruas despercebido. Muitos querem uma foto com o justiceiro. Ganhou até uma biografia, escrita por Pablo Silva, que ajuda Pedrinho com seus vídeos. 

Parte dessa fama deve-se à grande mídia. Quem nunca assistiu às entrevistas do Matador? Jornalistas dando palanque para um sociopata, alguém que fez chorar muitos familiares, uma pessoa que se vê acima do bem e do mal. É espantoso tudo isso. 

É exagero dizer que dar ouvidos a uma pessoa assim acaba por estimular aqueles com os mesmos instintos assassinos?  

São espantosos os comentários de seus seguidores. Jovens de todo o país veem Pedrinho como um justiceiro, como uma pessoa que precisava matar.  

 

 

BANDIDOLATRIA 

 

 

Existe no Brasil uma verdadeira bandidolatria. Esse termo foi utilizado por Leonardo Giardin de Souza e Diego Pessi no livro “Bandidolatria e democídio: ensaios sobre o garantismo penal e a criminalidade no Brasil”. 

Há um culto ao mal, uma romantização do crime. No Brasil, quanto mais grave o crime cometido, maior a proteção de uma parte da imprensa. Muitos afirmam que a sociedade é responsável pelos criminosos, que eles são verdadeiras vítimas do sistema. 

Eu sou culpado pelos crimes de Pedrinho Matador? Você, leitor, é culpado pela existência desse monstro? Você, que nunca cometeu um crime e que ensina seus filhos a também não os cometer, é culpado por um louco, insano, que aos 13 anos de idade triturou uma pessoa viva em um moedor de cana? 

Já chega dessa romantização. As plataformas digitais estão censurando inúmeras pessoas, inclusive Presidentes da República, por suposta propagação de notícia falsa. Por qual razão não censuram esse tipo de conteúdo? Já sei a resposta. É que, caso isso se concretize, as críticas serão muitas. A revolta da mídia marrom será incomensurável. Quanto maior a insanidade no cometimento dos crimes, maior a proteção. São intocáveis. E coitado de alguém que fale mal da vítima da sociedade. 

Brasil, acorda! Isso tudo é reflexo da nossa sociedade adoecida, de valores invertidos, em que um bandido tem mais audiência que um religioso, que a proteção a um delinquente é maior que a dada as suas vítimas. Estamos caminhando para onde?  

 

O GENOCÍDIO PERMITIDO NA CHINA

A Organização das Nações Unidas decidiu ouvir a voz da razão e agora, depois de numerosas denúncias, pediu esclarecimentos ao governo chinês acerca da extração de órgãos de minorias étnicas e religiosas nos campos de concentração mantidos no país. 

Até o ano de 2015, a maioria dos órgãos transplantados vinha de prisioneiros. Segundo o governo chinês, os presos concordavam em doá-los. Após críticas internacionais, as autoridades chinesas afirmaram que tal prática foi abolida, fato contestado por especialistas. 

 

GENEBRA (14 de junho de 2021) - Especialistas em direitos humanos da ONU * disseram hoje estar extremamente alarmados com relatos de alegadas 'extração de órgãos' visando minorias, incluindo praticantes do Falun Gong, uigures, tibetanos, muçulmanos e cristãos, detidos na China. 

Os especialistas disseram ter recebido informações confiáveis de que detidos de minorias étnicas, linguísticas ou religiosas podem ser submetidos à força a exames de sangue e exames de órgãos, como ultrassom e raios-x, sem seu consentimento informado; enquanto outros presos não são obrigados a se submeter a tais exames. Os resultados dos exames são registrados em um banco de dados de fontes de órgãos vivos que facilita a alocação de órgãos. 

“A extração forçada de órgãos na China parece ter como alvo minorias étnicas, linguísticas ou religiosas específicas mantidas em detenção, muitas vezes sem serem explicados os motivos da prisão ou dados mandados de prisão, em diferentes locais”, disseram eles. “Estamos profundamente preocupados com relatos de tratamento discriminatório de prisioneiros ou detidos com base em sua etnia e religião ou crença. 

(...) 

Especialistas em direitos humanos da ONU já haviam levantado a questão com o governo chinês em 2006 e 2007. Infelizmente, as respostas do governo careciam de dados como tempo de espera para alocação de órgãos ou informações sobre as fontes dos órgãos. Neste contexto, a falta de dados disponíveis e de sistemas de compartilhamento de informações são obstáculos para a identificação e proteção bem-sucedidas das vítimas de tráfico e para a investigação e ação penal eficazes contra os traficantes. 

Outro mecanismo de direitos humanos da ONU também destacou preocupações sobre a prática de remoção de órgãos de prisioneiros de uma determinada minoria religiosa. 

 
(...) 

A preocupação permanece com a falta de supervisão independente se o consentimento para a doação e distribuição de órgãos é efetivamente dado por prisioneiros ou detidos. Também foi relatado que as famílias de detidos e presos falecidos estão impedidos de reivindicar seus corpos, afirmaram. 

Os especialistas conclamam a China a responder prontamente às alegações de 'extração de órgãos' e a permitir o monitoramento independente por mecanismos internacionais de direitos humanos. 

Os detentores de mandato de Procedimentos Especiais estiveram em contato com a China para fortalecer o diálogo. Eles gostariam de continuar este compromisso construtivo com o Governo da China. 1 

 

 

A China já foi denunciada diversas vezes pelas mesmas práticas criminosas.  

 

 

No dia 17, o tribunal publicou o seu julgamento final. De forma unânime, os membros do júri concluíram que a prática de coletar órgãos de prisioneiros políticos na China tem acontecido por um período de tempo substancial e com número considerável de vítimas. 

  

“A conclusão mostra que muitas pessoas morreram de formas indescritivelmente hediondas e sem razão, que muitos mais podem sofrer de forma semelhante e que todos nós vivemos em um planeta onde a extrema maldade pode ser encontrada no poder daqueles que, por enquanto, administram um país com uma das civilizações mais antigas conhecidas pelo homem moderno”, disse Sir Geoffrey Nice QC, que presidiu o tribunal, e também foi promotor no tribunal internacional que julgou os crimes cometidos na antiga Iugoslávia. 

  

Em 2014, a China prometeu parar de remover órgãos de prisioneiros para transplante, mas isso não aconteceu, segundo o tribunal. 

  

"A coleta forçada de órgãos tem sido cometida durante anos em toda a China em uma escala significativa e os praticantes do Falun Gong têm sido uma - e provavelmente a principal - fonte de suprimento de órgãos. A perseguição combinada e os exames médicos dos uigures são mais recentes e pode ser que evidências de remoção forçada de órgãos desse grupo possam emergir no tempo devido. O Tribunal não tem evidências de que a infraestrutura associada à indústria de transplante da China tenha sido desmantelada e, sem uma explicação satisfatória para a fonte de órgãos prontamente disponíveis, conclui que a remoção forçada de órgãos continua até hoje." 

  

As principais evidências reunidas pelo tribunal são estimativas de um alto número de transplantes, muito maior do que as estatísticas oficiais, do curto tempo de espera por um transplante e testemunhos de ex-detentos. Há relatos de remoção de órgãos de pessoas vivas, que foram mortas no procedimento. 2 

 

 

As denúncias se acumulam aos montes e, ao invés de a China se desincumbir dessas alegações, permitindo que se faça uma investigação no próprio país, limita-se a dizer que tudo não se passa de calúnia.  

As autoridades do mundo inteiro devem exigir uma investigação séria sobre as ações da China. E isso não se trata de uma questão de soberania nacional, mas de crimes cometidos contra pessoas, caracterizando um verdadeiro genocídio, uma vez que tem visado a extração e, consequente morte de alvos específicos, como cristãos, tibetanos, muçulmanos, dentre outros. 

O mundo inteiro sabe que na China existem campos de concentração. E por questões diplomáticas, por questões de ser a China o maior parceiro comercial de mais de uma centena de países, não querem se indispor com aquele país. Todas as nações são coniventes com esse genocídio. 

Por muito menos, a ONU imiscui-se em outras nações. Já está na hora de gritarmos “basta” para esse genocídio perpetrado pela China. Alguém precisa parar esse país. Não bastassem as inúmeras denúncias de que a COVID-19 tenha se originado em um laboratório em Wuhan, agora somos pegos com esse genocídio de minorias que vivem na China. 

A PANDEMIA QUE AINDA VIVEMOS 

 

Em tempos pandêmicos, uns cem números de sentimentos tomam conta de cada um de nós. O “lockdown” era a nossa esperança. Bastava passar um tempo isolado em casa que tudo voltaria ao normal.  

No entanto, não foi o que aconteceu. Um sucessivo abre-fecha deixou-nos atordoados, sem muita perspectiva.  

Daí surgiu um medicamento que parecia promissor no tratamento de pessoas acometidas com o COVID. Passamos a estocar hidroxicloroquina. Depois nos disseram para não tomarmos quando já estivéssemos doentes, mas somente na prevenção.  

Logo depois os profissionais condenaram o uso da medicação. A nossa esperança pelo fim do caos, mais uma vez, ficou desacreditada. 

Pouco tempo depois chegaram com a Ivermectina e outros medicamentos, que poderiam ser utilizados no tratamento preventivo. Daí muitos médicos passaram a prescrever o que ficou conhecido como tratamento preventivo. 

O que parecia ser promissor, logo mais abriria um novo capítulo da nossa história: para um grupo de pesquisadores, nenhuma dessas medicações ajudava na prevenção da doença e, além disso, poderia desencadear outros problemas no organismo. É impossível alguém imaginar a confusão mental dessas incongruências. Ora se dizia uma coisa, depois já era outra completamente diferente. 

Mas logo se iniciou outra polêmica: outro grupo de especialistas e médicos que trabalham diretamente com pacientes acometidos pelo vírus passaram a questionar a tal “ineficácia” das medicações e continuaram a prescrevê-las. 

Somado a isso, a discussão tornou-se política, os que defendiam a liberdade médica na melhor condução do tratamento dos seus pacientes foram tachados de negacionistas e até mesmo genocidas.  

Outro grupo de políticos, ditos “empáticos”, condenavam o uso de quaisquer medicações, mas não apresentavam soluções. E ficamos nesse meio. 

Eu sempre questionei tudo que viesse até mim. Ciência não deve ter dogmas e tabus. A ciência deve questionar a si a todo instante. Condenar um profissional da linha de frente pelo uso de um determinado tratamento sem, contudo, apresentar-lhe uma solução, é uma atitude desonesta e oportunista.  

Na Guerra do Vietnã, por exemplo, na falta de soro e bolsa de sangue, os soldados injetavam água de coco nos feridos. Fico imaginando quantos soldados e civis teriam morrido se uma autoridade chegasse lá e proibisse a aplicação de água de coco nos enfermos porque não havia comprovação científica da sua eficácia. Seria um disparate. 

No Brasil, nós estamos assim: nem mesmo uma pandemia é capaz de nos unir. Há, no mínimo, dois lados inconciliáveis. Os empáticos e os negacionistas. 

 

TODOS ERRARAM (E MUITO) 

 

O alerta sobre o vírus foi escondido do mundo por alguns meses. A China, sabendo o que estava acontecendo em Wuhan, não tomou qualquer medida para impedir a propagação do vírus. Diariamente aviões iam e vinham sem que houvesse qualquer barreira sanitária. E assim conhecemos, da pior maneira, os impactos de uma epidemia que logo se transformou em pandemia. 

A Organização Mundial da Saúde - OMS agiu de forma trôpega, passando ao mundo informações desencontradas. O carnaval no Brasil ocorreu como se nada estivesse ocorrendo no mundo, isso tudo porque a OMS não sinalizou a real situação. 

Os erros foram muitos. Quase nenhum país conseguiu passar incólume. A OMS, a maior autoridade sanitária do mundo, foi desacreditada em muitos aspectos, chegando ao ponto de alguns países não levarem em consideração as suas políticas e criarem, essas nações soberanas, as suas próprias regras de combate ao vírus. 

 

A SOLUÇÃO DE TODOS OS MALES: AS PICADINHAS 

 

As picadinhas são as vacinas. Em tempos de censura nas redes sociais, você precisa utilizar outras palavras, caso contrário, seu post poderá ser deletado, sua conta suspensa ou até excluída. 

Quando o mundo viu que somente a vacina aplacaria esse mal, muitos laboratórios apresentaram projetos, ultrapassando 200. No meio do caminho, muitos ficaram, restando seis projetos muito prováveis. Daí começou a corrida pra conseguir as doses. 

Um ano depois, as vacinas já estão em muitos braços, alguns países já aboliram o uso obrigatório de máscaras. Entretanto, o que tinha tudo pra ser a nossa panaceia, tem se mostrado vacilante em alguns aspectos. 

Vejamos, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças -CDC (o equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA), localizado nos Estados Unidos, noticiou o aumento de mortes e internações por complicações de vacinas. Isso mesmo.  

Os dados foram informados pelo CDC no dia 28 de maio. Segundo o relatório, houve mais de 10 mil infecções pós vacinas em pelo menos 36 estados. 

Referindo-se ao período de janeiro a abril de 2021, logo no início da vacinação. Mais precisamente, foram 10.262 infecções de sars-cov2, descritas como “breakthrough”, que define as pessoas que se infectaram mesmo após serem vacinadas.  

 

10% dos pacientes que adoeceram após a vacinação foram hospitalizados. 

 

160 pacientes morreram por causa da infecção.   

 

É possível que os números sejam ainda maiores. Vejamos: 

 

após mudança na logística e computação dos dados de pessoas diagnosticadas com covid-19, o CDC resolveu não registrar mais casos de pessoas infectadas que tenham sido vacinadas, a não ser que elas tenham sido hospitalizadas ou mortas por complicações causadas pelo vírus. 

A mudança, afirma o CDC, é fundamentada no fato de que "porcentagem de pessoas totalmente vacinadas", afirma o órgão americano, "desenvolverá infecções sintomáticas ou assintomáticas de sars-cov2'', afirmou em maio. Recentemente, o imunologista Hooman Noorchashm, alertou o CDC e o público dos riscos de ser vacinado durante ou pouco tempo após ter sido infectado pelo vírus. O fato de a vacina reagir com as partículas do vírus pode explicar as doenças e mortes de pessoas após a vacinação covid. 

“Criticamente, em pessoas que tiveram infecções recentes, a vacinação pode reacender uma doença inflamatória crítica ou complicações de coagulação sanguínea que se mostraram fatais para alguns pacientes”, alertou o especialista. 1 

 

 

MAIS DÚVIDAS QUE CERTEZAS 

 

Apesar dos tropeços das maiores autoridades em saúde, são muitos os que se arrogam em determinar essa ou aquela política pública a ser aplicada, sem qualquer ressalva.  

A ciência, ao contrário desses arrogantes, clama por humildade, por simplicidade, esperando a todo instante alguma informação, algum estudo que venha a agregar. 

Os donos da verdade, como o Doutor Anthony Fauci (EUA) e outros da OMS, caíram muitas vezes em um curto espaço de um ano. Foram de um polo a outro, permitindo e proibindo quase que ao mesmo tempo. Não creio que isso seja ciência, mas política. 

O afã de em querer se mostrar para o mundo como autoridade proporcionou muitos equívocos.  

Não canso de falar sobre o uso de máscaras. Quantas vezes a OMS foi e voltou. Primeiro não precisava usar, só os profissionais da saúde. Logo depois já era obrigatório, sob pena de multa e até prisão. Semanas posteriores já se falava em duas máscaras.  

No início só poderia ir ao médico se já estivesse com falta de ar. Depois foi descoberto que muitos morreram justamente porque quando você sente esse sintoma já não se pode fazer muita coisa por você. Como já mencionei inúmeras vezes, eu tenho muitas dúvidas e isso não é demérito. 

Nessas linhas procurei estabelecer um diálogo com o meu leitor, não querendo com isso que você deixe os cuidados de lado. Esses questionamentos têm como propósito afastar as verdades do meio científico, abrindo espaço para as ideias conflitantes. Perceba que em muitas situações bateu-se o martelo pra um determinado comportamento, excluindo qualquer outra coisa, e logo depois tiveram que voltar atrás.  

Que a vaidade científica não prepondere na discussão de políticas públicas.   

ANIVERSÁRIO DE CHE GUEVARA: COMEMORAR O QUÊ?

 

Hoje, dia 14 de junho, é comemorado o aniversário de Ernesto Guevara de La Serna, mas conhecido como Che Guevara. Nascido em 1928 na cidade de Rosário, Argentina, é filho do embaixador Ernesto Guevara y Lynch e Celia de La Serna y Llosa, família aristocrata. 

Sofria de asma desde criança, o que resultou na sua dispensa do serviço militar – fatos irônicos, já que gostava de fumar charutos e ficou famoso justamente por ser guerrilheiro. 

Depois de Jesus Cristo, a imagem mais cobiçada mundo a fora é de Che Guevara olhando para o horizonte, fotografada por Alberto Korda.  

Para muitos da esquerda, simpatizantes dos ideais socialistas e, portanto, comunistas, tanto Jesus quanto Guevara lutavam pelo mesmo ideal. Eram revolucionários, buscando justiça e igualdade social. Mentira, a esquerda não fala de Jesus. É proibido, é indizível a palavra Cristo. 

Mas será que esse mito criado pela esquerda foi, de fato, humanista? Para você que usa broche, camisa, biquini ou chaveiro com a foto do Che, preparado para jogar fora? Ou não. 

 

 

O MITO CHE GUEVARA

 

Se você perguntar a um jovem o porquê de ele usar a foto de Guevara estampada na camisa ele certamente dirá que faz referência a um mártir, alguém que lutou pelos pobres e oprimidos, que defendia a liberdade e outras coisas mais. Isso é que os livros de história ensinam desde muito cedo aqui no Brasil. Mas o que poucas pessoas sabem é o que de fato pensava Che.  

O Instituto Mises Brasil publicou um artigo intitulado “O verdadeiro Che Guevara”, mostrando algumas incongruências do ídolo da esquerda e dos jovens rebeldes.  

 

"Execuções?", gritou Che Guevara enquanto discursava na glorificada Assembléia Geral da ONU, em 9 de dezembro de 1964.  "É claro que executamos!", declarou o ungido, gerando aplausos entusiasmados daquele venerável órgão.  "E continuaremos executando enquanto for necessário!  Essa é uma guerra de morte contra os inimigos da revolução!" 

De acordo com O Livro Negro do Comunismo, escrito por estudiosos franceses de esquerda (ou seja, dificilmente uma mera publicação "direitista" ou de "fanáticos anticastristas de Miami"), ocorreram 14.000 execuções por fuzilamento em Cuba até o final de década de 1960.  (Slobodan Milosevic, não custa lembrar, foi a julgamento por ter ordenado 8.000 execuções.  A mesma ONU que aplaudiu delirantemente a orgulhosa declaração de Che Guevara, condenou Milosevic por "genocídio"). 

"Os fatos e números são incontestáveis", escreveu ninguém menos que o New York Times, ícone da esquerda, sobre o "Livro Negro do Comunismo".  Jose Vilasuso, um cubano que à época era promotor dos julgamentos comandados por Guevara, fugiu horrorizado e enojado com o que presenciou.  Ele estima que Che promulgou mais de 400 sentenças de morte apenas nos primeiros meses em que comandava a prisão de La Cabaña.   

(...) 

Em seu livro, Che Guevara: A Biography, o autor Daniel James escreve que o próprio Che admitiu ter ordenado "milhares" de execuções durante o primeiro ano do regime de Fidel Castro.  Felix Rodriguez, o agente cubano-americano da CIA que ajudou a caçar Che na Bolívia e que foi a última pessoa a interrogá-lo, diz que Che, em sua última conversação, admitiu "algumas milhares" de execuções.  Mas fez pouco caso delas, dizendo que todas as vítimas eram "espiões imperialistas e agentes da CIA". 

"Eu não preciso de provas para executar um homem", gritou Che para um funcionário do judiciário cubano em 1959.  "Eu só preciso saber que é necessário executá-lo!" 

 

 

O professor Marco Antonio Villa, bacharel e licenciado em História, mestre em sociologia e doutor em história social, títulos concedidos pela USP, fez um breve relato desse personagem histórico. 

Link do vídeo

Outro que também fez um resumo de Guevara foi Rodrigo Constantino, autor do Livro Esquerda Caviar, indispensável na estante de qualquer jovem. 

Link do vídeo

Constantino, em artigo publicado na Gazeta do Povo, fez uma síntese das palavras do revolucionário. 

 

“Fuzilamentos? Sim, fuzilamos e continuaremos fuzilando sempre que necessário. Nossa luta é uma luta [dedicada] à morte.” 

“O negro indolente e sonhador gasta seu dinheirinho em qualquer frivolidade ou diversão, ao passo que o europeu tem uma tradição de trabalho e de economia que o persegue até estas paragens da América e o leva a progredir.” 

“Meus amigos só são amigos quando eles pensam ideologicamente como eu.” 

“O ódio como fator de luta. O ódio intransigente ao inimigo, que impulsiona além das limitações naturais do ser humano e o converte em uma efetiva, seletiva e fria máquina de matar. Nossos soldados têm que ser assim.” 

Há que levar a guerra até onde o inimigo a leve: à sua casa, aos seus lugares de diversão; fazê-la total. Há que impedir-lhe de ter um minuto de tranquilidade, um minuto de sossego, atacá-lo onde quer que se encontre; fazê-lo se sentir uma fera acossada por cada lugar que transite.” 

“Asseguro a vocês que se [Jesus] Cristo cruzasse meu caminho eu faria o mesmo que Nietzsche: não hesitaria em esmagá-lo como um verme.” 

“Os jovens devem aprender a pensar e agir em massa. É criminoso pensar como indivíduos.” 

“Como é que você pode ter o livro dessa bicha na embaixada?” 

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/artigos/che-guevara-o-heroi-dos-idiotas-uteis/  

Copyright © 2021, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados. 

 

 

VERDADE INCONVENIENTE 

 

É por demais incoerente ver jovens brasileiros aclamarem a revolução cubana, responsável por mais de 14 mil mortes. É estranho também nossos jovens estamparem em suas roupas a imagem de um ser tão sanguinário, que mandou fuzilar 1.892 pessoas, segundo jornalista Luis Ortega, conhecido de Che. 

 

O que é mais difícil de entender é que esses mesmos jovens demonizam a ditadura militar brasileira que, segundo a Comissão Nacional da Verdade (CNV), foi responsável pelo desaparecimento e morte de 434 pessoas. Isso mesmo. Ou seja, Che Guevara matou, sozinho, mais de 4 vezes o número de desaparecidos e mortos em 21 anos de ditadura brasileira. 

Não é crível que uma pessoa da esquerda use Che e venha falar de ditadura, de democracia, de liberdade de expressão. Ou é falta de conhecimento, ou é má-fé. A hipocrisia é uma constate no discurso de muita gente. 

Deixo um aviso: não estou fazendo uma defesa do Movimento de 1964. Apenas falo o óbvio: quem faz oposição a um regime que matou ou fez desaparecem com 434 pessoas, por congruência, é contrário a um ser que, sozinho, fuzilou 1.892 pessoas. 

Neste dia, não há nada para comemorar. Che Guevara foi um dos muitos erros da história.  E só não matou mais porque foi fuzilado aos 39 anos, provando assim do mesmo remédio amargo. 

E faço um alerta ao movimento LGBTQQICAPF2K+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis, Queer, Questionando, Intersexo, Curioso, Assexuais, Pan e Polissexuais, Aliados, Two-spirit e Kink): Vocês estão indo às ruas clamando por reconhecimento, por respeito, por aceitação, e usam a imagem de alguém que desprezava todos vocês. Não acredite em mim: leiam o diário dele, mas o leiam na íntegra.  

Mas, e você, caro leitor? Vai jogar fora seus souvenirs com a imagem do um assassino travestido de heroi? 

 

Compartilhar:
7 dias

A DOBRADINHA DA DESTRUIÇÃO

 

Existe um ditado popular segundo o qual: duas cabeças pensam melhor do que uma. Peço licença para discordar. É que no Piauí tem uma dupla que acorda todo dia pensando na melhor forma de piorar ainda mais a situação do Estado. 

Wellington Dias e Rafael Fonteles nasceram um para o outro. Se algum leitor encontrar com essa dupla no meio da rua, mude de calçada, é encrenca na certa. 

Os dois andam tão agarrados que até respondem a processos juntos. Eles gostam de dinheiro público, ainda mais se vier de empréstimo da Caixa Econômica Federal (CEF).  

Por falar em Caixa, a população quer saber do Secretário de Fazenda Rafael Tajra Fonteles, considerado um dos matemáticos mais brilhantes do Brasil, credencial que lhe conferiu um baita cargo no governo petista, como ele consegue fazer desaparecer recursos públicos. Essa mágica não me ensinaram. Isso realmente me intriga. Porque estudando matemática eu aprendi a fazer contas, mas desaparecer com dinheiro público não me ensinaram na escola. Mas eu posso ter faltado a essa aula, daí já peço desculpas antecipadas. 

 

 

MINISTÉRIO PÚBLICO  

 

 

Em tudo o Ministério Público Federal (MPF) se mete. Não tinha o que fazer, processou Wellington Dias, Rafael Fonteles e Mauro Gomes de Lima. O primeiro é chefe do segundo que é chefe do terceiro. 

A Ação de Improbidade Administrativa (Número: 1003328-17.2019.4.01.4000)  tem como fim um certo contrato que Dias fez junto à CEF no valor de R$600 milhões de reais.  

Esse convênio deu-se por intermédio do Programa de Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (FINISA), que tinha como objetivo facilitar e ampliar a concessão de crédito para as áreas de saneamento, energia, transporte e logística. Quatro coisas que o Piauí não sabe o que é. 

No mês de agosto de 2017 o nosso Governador recebeu uma primeira parcela no valor de R$ 307.904.923,84.  

Foi estabelecida uma cláusula, segundo a qual os recursos seriam de utilização vinculada, ou seja, Wellington Dias não tinha nada que colocar as mãos nesse dinheiro.  Para tornar a coisa mais séria, o dinheiro não poderia ficar mudando de conta (pra evitar que alguém esquecesse onde colocou). 

Mas o Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE), investigando esse empréstimo, apurou, por meio de um Relatório de Auditoria (coisa séria), graves irregularidades, sendo elas: 

 

  1. Transferências irregulares para Conta Única do Tesouro Estadual. 

 

  1. Desvio de finalidade na aplicação de recursos públicos. 

 

O Relatório apontou que foram retirados R$ 270.6000.000,00 da conta vinculada ao empréstimo FINISA para a Conta do Governo de Wellington. Esses valores foram utilizados em outras finalidades não previstas no contrato (portanto, ilegais). 

O TCE afirmou ainda que o Governo fez, em outras palavras, um verdadeiro malabarismo, mas só conseguiu reaver R$ 180.560.117,31. Para o Tribunal de Contas, houve uma verdadeira fraude. 

Vamos explicar melhor: 

 

Nesse contexto fático-jurídico, totalmente desfavorável ao Governo do Estado do Piauí, pode-se concluir que os recursos financeiros do contrato de financiamento com a Caixa foram deliberadamente transferidos para a conta única estadual para cobrir desequilíbrios de caixa das finanças estaduais, como uma tentativa de regularizar a situação, mediante prática vedada pelo contrato, pela LRF e pela Constituição Federal”. “Registre-se que o atual Governador do Estado, Sr. Wellington Dias, é reincidente na indevida prática de transferência de recursos federais de sua conta específica para a conta única do estado (cf. processo TC 010.096/2008-0), o que aumenta a gravidade de sua conduta atual. Apesar de, no mencionado feito, ter sido retirada em sede recursal a multa a ele aplicada, manteve-se o caráter irregular da transferência para a conta única, em situação análoga à atual (lá se tratava de recursos de convênio). (Trechos dos Relatórios, auditores TCU). 

 

Esse Wellington Dias gosta de mexer naquilo que não é dele. Mas, e qual é a participação de Rafael Fonteles? 

Bem, Fonteles cuidava da Conta Única do Tesouro Estadual (tinha a chave do cofre, digamos assim). Ele, segundo o MPF, ludibriou “o controle externo, em patente subversão à transparência dos recursos públicos manejados”. 

Pois é, o professor de matemática sabe fazer contas de somar, mas a sua especialidade mesmo é subtrair. E subtraiu muito. 

O matemático teve ajuda de um servidor da Secretária de Fazenda (SEFAZ), Mauro Gomes de Lima, que ajudou a esconder os rastros. 

Para o MPF 

Deveras, os agentes retrocitados são os protagonistas, direta e indiretamente, do modus operandi pois praticaram os atos e emitiram as ordens, acompanhando todo o desenrolar do manejo de recursos, desde o termo a quo contratual, galgando pelo gerenciamento ao adentrar às contas do Estado, até, ao fim e ao cabo, à aplicação aos fins colimados. 

 

Eles pensavam que esse desvio de dinheiro público passaria despercebido, mas não foi o que aconteceu. 

O Ministério Público achou por bem processar esses agentes do Partido dos Trabalhadores, requerendo junto ao juiz, em caráter liminar, que eles devolvessem o que desviaram; que parassem de utilizar recursos vinculados a uma determinada finalidade para alocá-los em outro lugar incerto. Além de outras obrigações e sanções. 

O MPF deu à causa o valor de R$ 270 milhões de reais. 

 

 

 

Eu fico me perguntando quantos milhões essa dupla desviou em todos esses anos à frente do Governo do Estado. Perceba uma coisa: de R$ 307 milhões de reais recebidos a título de parcela de empréstimo, R$ 270 milhões foram desviados, o que corresponde a mais ou menos 88%. É muita grana desviada. Eles queriam abrir um banco, será? “Banco do PT”, “Banco Petista”? Outra pergunta que eu me faço: por que essa dupla ainda está no poder?  

Embora seja professor, Rafael Fonteles também é um aluno (e muito dedicado), tendo como mestre Wellington Dias. Aprendeu muito bem a pegar as coisas que não são dele. 

E agora essa dupla quer inovar. Rafael como Governador, pra continuar o desgoverno. E Wellington Dias como Senador da República. Não com meu voto, certamente. 

Aliás, eu vou até pensar direitinho, porque seria uma boa Dias ir para o Senado fazer companhia a Renan Calheiros, campeão de inquéritos e processos por desvio de dinheiro público. Os dois formariam um belo par. Ambos são petistas, só que um não confessa. Seriam verdadeiras almas gêmeas. Assim, Wellington não se sentiria sozinho. 

Por aqui, Rafael Fonteles formaria par com Themistocles Sampaio,  Presidente da Assembleia Legislativa  há mais de 50 anos. O que vocês acham da minha ideia? 

O inquérito das Fake News

Querido leitor, eu sei que se fazer entender acerca de determinados assuntos é um grande desafio. Assuntos sobre o Direito é um exemplo. Entretanto, são questões fundamentais para aqueles que sonham com um país ético.

Pensando dessa forma, tratarei sobre o Inquérito mais comentado desses últimos anos no país, prometendo deixar de lado, na medida do possível, as tecnicidades que são próprias do mundo jurídico. E para aqueles que queiram se aprofundar no assunto, deixarei dois vídeos que gravei, nos quais trato sobre este Inquérito de maneira pormenorizada.  

Instaurado pelo Supremo Tribunal Federal no dia 14 de março de 2019, sob o número 4.781, o Inquérito das Fake News é alvo de polêmica até hoje.  

Thaméa Danelon, Procuradora da República, aponta ao menos nove irregularidades, sendo elas: 

1) Não é permitida a instauração de inquéritos pelo STF, com exceção do que prevê o artigo 43 do Regimento Interno do Tribunal, segundo o qual o Supremo só poderá apurar crimes se estes ocorreram nas dependências do Tribunal, e desde que os envolvidos tenham foro privilegiado naquele Tribunal. 

No entanto, nenhum desses requisitos foram levados em consideração. Além disso, supostas ameaças e ofensas proferidas em redes sociais não são crimes que devem ser apurados pelo STF, isso porque não ocorreram nas dependências do Tribunal. 

2) No Brasil, não existe o crime de “fake news”, pois tal conduta não foi tipificada pelo Código Penal ou outra lei. Assim, o STF está embasando o seu inquérito em crime que não existe. 

3) Pessoa Jurídica não detém honra subjetiva, não tem sentimentos. Dessa forma, o STF não pode ser vítima de injúria, sendo irregular a instauração de inquérito que apure crimes que atingem a honra do STF, situação essa defendida pelo Ministro Dias Toffoli quando decidiu por abrir o inquérito. 

4) Fatos vagos, não havendo individualização de condutas. A portaria que instaurou o Inquérito só menciona tipos penais, não explicando até hoje os fatos concretos e individuais de cada um. 

5) No Direito existe a figura do juiz natural, aquele que é escolhido por sorteio para conduzir o inquérito. Dessa forma, evita-se a escolha de um juiz que tenha interesses incofessos.  

Entretanto, não foi assim que o STF atuou. O Ministro Dias Toffoli, que à época era Presidente da Corte, escolheu o Ministro Alexandre de Moraes. 

6) Os acusados não tiveram acesso ao Inquérito, não sabendo o que fizeram. Seus advogados da mesma forma. Isso viola um princípio de centenas de anos, o princípio da ampla defesa. 

7) No Direito, cada instituição do Estado, na condução de uma investigação criminal, tem a sua função predeterminada, não podendo invadir a competência de outro órgão. Assim, cabe ao Ministério Público fazer a acusação; ao defensor público ou advogado cabe a defesa do investigado; e é prerrogativa do juiz julgar o processo. 

Entretanto, o Ministro Alexandre de Moraes, passando por cima do ordenamento jurídico, concentrou em si todas as funções. Assim, Moraes é vítima, é o acusador e é o juiz. 

8) O Ministro Alexandre de Moraes violou a liberdade de expressão quando, ainda em 2019, determinou que a Revista Crusoé e o Portal O Antagonista retirassem do ar a matéria intitulada “amigo do amigo do meu pai”, a qual fazia a transcrição de uma conversa de e-mail entre Marcelo Odebrecht e um executivo de sua empresa. Obtido pela Polícia Federal, o e-mail tratava, supostamente, da conduta do Ministro Dias Toffoli que, à época, era Advogado-Geral da União. Na oportunidade, o tal executivo estaria realizando tratativas com Toffoli, na qual envolvia as hidrelétricas do Rio Madeira. 

9) A ausência do Ministério Público nas investigações foi mais uma ilegalidade. Assim que foi instaurado, a ex-Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge solicitou os autos do inquérito sem, contudo, recebê-los. Por tal razão, a PGR arquivou o inquérito.  

O STF, entretanto, atropelando a Justiça, desconsiderou o arquivamento e continuou a investigar, sozinho, utilizando-se de inúmeras buscas e apreensões, inclusive contra um ex-Procurador Geral da República, Rodrigo Janot.   

Dos 11 Ministros, apenas Marco Aurélio apontou a ilegalidade da Inquérito, nominando-o de “Inquérito do fim do mundo”. 

FATOS AINDA MAIS GRAVES 

Apesar de todas essas aberrações perpetradas pela mais alta Corte do nosso país, no ano de 2020 o STF decidiu por considerar o Inquérito das “fake news” constitucional, com apenas um voto em contrário, o do Ministro Marco Aurélio. Este, em outra sessão do Tribunal, chegou a chamar o Ministro Alexandre de Moraes de “xerife”. 

Não bastasse tudo isso, Moraes determinou a prisão de um Deputado Federal por ter criticado a Corte em suas redes sociais. Sobre isso, por mais inaceitáveis as palavras do Deputado Daniel Silveira, o parlamentar tem imunidade em relação às suas opiniões, palavras e votos, conforme estabelece o artigo 53 da Constituição Federal de 1988. 

A punição de Silveira caberia à própria Câmara dos Deputados por decoro parlamentar. Portanto, é seguro afirmar que o STF, em relação à Daniel, agiu de forma inconstitucional. 

Ainda sobre o Deputado, não passa despercebido o tratamento dado. Daniel Silveira foi preso. Já a Deputada Flordelis, embora acusada de ter mandado assassinar o seu marido, não foi presa, justamente por ter imunidade parlametar. Sobre esta, todas as pessoas envolvidas no assassinato estão presas, apontando a parlamentar como mandante.

A polícia, da mesma forma, indicou que a Parlamentar há tempos tentava, sem sucesso, matar seu marido. Sem dúvidas, o STF agiu de forma a perseguir aqueles que se indisponham contra a Corte. 

Por derradeiro, Daniel Silveira já está sendo processado. Sobre os demais envolvidos no Inquérito de ofício, aguardam o seu arquivamento ou a instauração do processo. 

Dr. Anthony Fauci: O Mandetta norte-americano

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sugestão do leitor Gustavo Baião 

  

  

O Doutor Anthony Fauci é chefe do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas – NAID desde 1984. De lá pra cá, foi conselheiro dos Presidentes dos Estados Unidos da América. O seu nome ganhou destaque no combate à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS. E na pandemia do COVID-19, entrou para o “Hall da Fama”. 

Conquanto seja médico, tornou-se “popstar”, concedendo inúmeras entrevistas, sendo capa em diversos jornais. A notoriedade foi tamanha que, segundo Rodrigo Constantino, Fauci foi confundido com a própria ciência. 

Para Constantino, a atuação do médico é mais política do que científica, tendo politizado (e muito) assuntos ligados à saúde, passando a chamar os dissidentes de negacionistas. 

As recomendações do médico ficaram famosas, principalmente, porque uma contradizia a anterior. No início da pandemia, informou ao mundo que não era necessário o uso de máscaras por quem não fosse da área da saúde. Após isso, todos deveriam fazer uso de máscaras, passando a ser obrigatória em todo o mundo, sob pena de prisão em alguns lugares. 

No Brasil, por exemplo, muitas pessoas foram presas por não utilizarem o equipamento de proteção. As cenas mais bizarras foram vistas em diversas praias. Quem não utilizasse, era multado e, em alguns casos, detido. 

Após essa recomendação “viral”, Fauci já passou a questionar a eficácia da máscara, recomendando, então, o uso de duas. A partir de então, passou a ser comum a utilização de dois instrumentos de proteção. Essa situação não favoreceu muito quem usa óculos, a orelha chegava a desmaiar de cansaço. 

Por fim, quando o médico recomendou o uso de três máscaras, eu não sei mais o que houve. Não li mais nada sobre ele. 

  

SANTO ANTHONY FAUCI – DIGO, DR. ANTHONY FAUCI – E SEUS E-MAILS 

  

O jornal The Washington Post e o site Buzzfeed obtiveram, por meio da Lei de Acesso à Informação dos EUA ou Freedom of Information Act – FOIA, o conteúdo de inúmeros e-mails trocados por Fauci e Francis Collins (Chefe dos Institutos Nacionais de Saúde - NIH) no período de janeiro a junho de 2020. 

Uma vez divulgadas, essas informações mostraram para o mundo – com exceção do Brasil, porque a imprensa, a grande mídia, não noticiou – a confusão que existia mesmo dentro do maior centro de pesquisas médicas do planeta, sobre o que fazer naqueles primeiros meses pandêmicos. 

Para muitos jornalistas norte-americanos, o conteúdo desses e-mails condena a conduta do médico e do governo quanto à resposta à pandemia. 

Mas, afinal de contas, o que há de tão errado nesses e-mails? 

  

1) VAZAMENTO DE LABORATÓRIO 

  

(...) 

Um e-mail de 17 de fevereiro de 2020, de Collins para Fauci, tem um link para uma matéria da Fox News sobre a ideia de um vazamento de laboratório. A resposta de Fauci foi totalmente omitida no documento público. O assunto do e-mail é "conspiração ganha impulso", o que talvez indique que os dois estavam tratando essa ideia como tal. Mas outros e-mails nos quais essa teoria surge mostram o interesse dos participantes em parar com a conversa por e-mail e continuar em telefonemas. 

(...) 

Existem muitos e-mails que podem parecer incriminadores à primeira vista, mas têm explicações inocentes. Por exemplo, um e-mail de 4 de fevereiro de 2020, de Trevor Bedford, um cientista da Fred Hutch, parece dizer que certas evidências oferecidas sobre as hipóteses de surgimento natural ou de vazamento de laboratório são inconclusivas, embora ele descarte um cenário em que o vírus foi criado em laboratório. Ele então sugere ao seu interlocutor que eles mudem para "meios de comunicação mais seguros". 

(...) 

No entanto, também temos um e-mail de Daszak - cuja própria empresa subcontratou o Instituto de Virologia de Wuhan - enviado a Fauci em fevereiro em que ele agradece ao infectologista por emprestar sua credibilidade ao se pronunciar contra a teoria do vazamento de laboratório. Uma parte desse e-mail foi omitida. Daszak já falava incansavelmente contra a teoria do vazamento de laboratório antes que a OMS o designasse, com o consentimento da China, para a equipe que investigou as origens do vírus. 

  

Ainda assim, mesmo com todos os incentivos do mundo para encerrar a hipótese de vazamento de laboratório, o diretor da OMS não a descartou. Sua opinião sobre este e-mail dependerá inteiramente de como você vê as opiniões de Daszak, se acredita que elas são genuinamente sustentadas ou não. 

  

Acho que o e-mail mais interessante sobre a questão é o de Hugh Auchincloss para Fauci em 1º de fevereiro de 2021, no qual parece que o NIH está tentando determinar por si mesmo se "temos laços distantes com esse trabalho no exterior". Fauci responde mais tarde dizendo como é essencial que ele e Hugh falem ao telefone naquela manhã e que Hugh terá tarefas a cumprir. 

  

Isso foi enviado poucas horas depois de Anderson sugerir pela primeira vez a Fauci que havia características no vírus que "(potencialmente) parecem projetadas". 

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/o-que-os-e-mails-de-anthony-fauci-revelam-pandemia-eua/  

Copyright © 2021, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados. 

  

  

2) MÁSCARAS E TRATAMENTOS 

  

Aqui está uma questão em que eu realmente acho que o registro privado fará a diferença em nossa compreensão dos eventos. Em 5 de fevereiro de 2020, Fauci envia um e-mail em que desaconselha o uso de máscaras e faz a recomendação de que o tipo de máscara que se compra em farmácias "não é muito eficaz para impedir a entrada de vírus, que são pequenos o suficiente para passar pelo material". Esta conclusão só poderia ter sido reforçada quando os cientistas convergiram para a conclusão de que a Covid-19 é transmitida por aerossóis. Isso foi consistente com as declarações que Fauci fez em público na época, mesmo no programa de televisão 60 Minutos, de que as máscaras podiam ser prejudiciais. 

  

Mais tarde, quando passou a adotar uma posição pró-máscara, Fauci afirmou que nunca aconselhou ao público que as máscaras não podiam ajudar, apenas que eles não deveriam comprá-las. Isso não era verdade. Ele disse que deu este conselho para economizar equipamentos de proteção individual para os trabalhadores da linha de frente. Embora tenhamos visto muitos casos em que autoridades de saúde pública mentiram deliberadamente para o público para manipulá-los em direção a um resultado - uma prática que considero moralmente repulsiva e politicamente inconsistente com o autogoverno - não encontramos evidências de que houve um esforço deliberado e consciente para proteger os suprimentos de EPI com essa mentira. (Contudo, vimos um dos colegas chineses de Fauci pedindo desculpas por ter sido citado na Science chamando a posição de Fauci sobre as máscaras de "um grande erro".) 

(...) 

  

No entanto, Fauci ocasionalmente dizia coisas como, por exemplo, como ele queria que as máscaras "fossem um símbolo" para o tipo de medida que você deveria tomar. Ou seja, ele parecia trair a visão que tinha sobre a utilidade médica das máscaras ao se apoiar fortemente em sua utilidade psicológica. E espero que a defesa das máscaras de tecido compradas em loja vá para esse campo. Talvez eles digam que é verdade que o vírus passa facilmente pela máscara, mas que a máscara faz algum trabalho de redirecionamento e que essa pequena utilidade se combina com seu uso como um lembrete físico constante do comportamento para mitigação da Covid, como o distanciamento social para diminuir a propagação. 

  

Para mim, um dos diálogos mais interessantes vem do Dr. Josh Backon, da Universidade Hebraica, que ficou furioso porque Fauci estava minimizando o uso de medicamentos baratos e bem testados, como cloroquina e ivermectina, para tratar Covid-19. Backon enviou um e-mail inicial propondo a lógica por trás desses tratamentos e, mais tarde, enviou o e-mail novamente com um link para um estudo que fundamentava suas afirmações, com a breve provocação: "Continue me ignorando". Fauci recusou a provocação, dizendo: "Você não está sendo ignorado", e prometeu que alguém daria uma olhada em sua pesquisa. 

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/o-que-os-e-mails-de-anthony-fauci-revelam-pandemia-eua/  

Copyright © 2021, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados. 

  

  

A RELAÇÃO SOMBRIA ENTRE ANTHONY FAUCI E A CHINA [1] 

  

Em matéria publicada por James Freeman no jornal “Wall Street Journal”, o jornalista trouxe cinco razões para descrer ou ao menos desconfiar da origem da pandemia do COVID-19.  

Antes considerada teoria da conspiração, Freeman, embasado nos estudos de Nicholas Wade, jornalista do The New York Times, com experiência de 30 anos e membro do comitê editorial das revistas científicas Science e Nature, aponta muitas evidências de que o vírus surgiu em laboratório.  

Antes de me cancelar, querido leitor, peço que leia e, após isso, tire suas próprias conclusões.  

  

1) Antes do surgimento da epidemia do coronavírus devastar o planeta, o Dr. Anthony Fauci financiava pesquisas com coronavírus no Instituto de Virologia de Wuhan. “A ideia era estudar a capacidade de tais patógenos de atacar humanos”. 

  

2) O vírus, oficialmente conhecido como Sars-CoV-2, é também chamado de Sars2. Como já dissemos, existem duas teorias acerca da origem do vírus. A mais difundida afirma que saiu de um animal e foi para o ser humano. A segunda (e mais polêmica) informa que o vírus surgiu em laboratório. Apesar da divergência (natural-manipulado), tais teorias têm ao menos um ponto convergente: os primeiros casos surgiram em Wuhan. Algumas coincidências devem ser apresentadas. 

“O Sr. Wade descreve um importante pesquisador chinês cujo trabalho recebeu apoio do instituto do Dr. Fauci por meio de um grupo dos EUA chamado EcoHealth Alliance.” 

A Revista Lancet publicou em 19 de fevereiro de 2020:  

“Estamos juntos para condenar veementemente as teorias da conspiração que sugerem que COVID-19 não tem uma origem natural.” 

Os cientistas “concluem de forma esmagadora que este coronavírus se originou na vida selvagem”. 

Tempos depois foi descoberto que a Carta da Lancet havia sido organizada e elaborada por Peter Daszak, Presidente de onde? Da EcoHealth Alliance de Nova York. 

A organização do Dr. Peter Daszak financiou a pesquisa do coronavírus no Instituto de Virologia de Wuhan. Assim, se realmente o Sars2 tivesse escapado da pesquisa que Daszak financiou, este seria, certamente, o culpado pela pandemia.  

O que choca é o fato de o Lancet não declarar o conflito de interesses e até mesmo escrever, ao final da carta: 

“Declaramos não haver interesses conflitantes.” 

  

3) “Pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan, liderado pela maior especialista da China em vírus de morcego, Shi Zheng-li, montaram expedições frequentes às cavernas infestadas de morcegos de Yunnan, no sul da China, e coletaram cerca de cem coronavírus diferentes de morcegos. Ainda não se pode afirmar se Shi gerou ou não o Sars2 em seu laboratório porque seus registros foram lacrados, mas parece que ela certamente estava no caminho certo para fazê-lo. ‘Está claro que o laboratório de Wuhan estava construindo sistematicamente novos coronavírus quiméricos e estava avaliando sua capacidade de infectar células humanas e camundongos que expressam ACE2 humano’, diz Richard H. Ebright, biólogo molecular da Rutgers University e o principal especialista em biossegurança.” 

  

4) “Está documentado que os pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan estavam efetuando experimentos de ganho de função projetados para fazer os coronavírus infectarem células humanas e camundongos humanizados. Este é exatamente o tipo de experimento do qual um vírus semelhante ao Sars2 poderia ter surgido. Os pesquisadores não foram vacinados contra os vírus em estudo e estavam trabalhando nas condições mínimas de segurança de um laboratório BSL2. Portanto, a fuga de um vírus não seria nenhuma surpresa. Em toda a China, a pandemia estourou na porta do instituto Wuhan. O vírus já estava bem adaptado ao homem, como era de esperar para um vírus cultivado em camundongos humanizados.” 

  

5) “Ninguém encontrou a população de morcegos que foi a fonte do Sars2, se é que ela já infectou morcegos. Nenhum hospedeiro intermediário se apresentou, apesar de uma busca intensiva pelas autoridades chinesas que incluiu o teste de 80.000 animais. Não há evidências de que o vírus dê vários saltos independentes de seu hospedeiro intermediário para as pessoas, como os vírus Sars1 e Mers fizeram.” 

  

  

E AGORA? 

  

  

A verdade é que a pandemia em que estamos mergulhados tem mostrado a cada um de nós que sabemos muito pouco. A ciência está a todo momento questionando a si. Por conta disso, não devem existir dogmas e tabus. Não se deve censurar, cancelar uma pessoa por suas convicções, ainda que aparentemente absurdas. 

Devemos rebater cada “absurdo” propalado com argumentos e não com censura. Se o vírus surgiu em laboratório ou em um mercado ainda não sabemos. Entretanto, quantas pessoas até os dias de hoje são banidas das redes sociais por afirmar coisas como “vírus chinês” e outros? 

  

  

  

  

  

  

  

 
 
 

[1] COSTA, Cristyan. O que a China e Anthony Fauci têm a ver cim a origem do coronavírus?. Revista Oeste, 2021. Disponível em: < https://revistaoeste.com/mundo/o-que-a-china-e-anthony-fauci-tem-a-ver-com-a-origem-do-coronavirus/>. Acesso em: 10 de junho de 2021. 

 

Compartilhar:
11 dias

Saldo da Lava Jato: um preso e um elegível

Em matéria publicada pela Gazeta do Povo, o jornalista Leonardo Desideri afirmou que a Operação Lava Jato teve 42 políticos denunciados e 21 condenados, mas que somente um segue preso. Seria essa mais uma  prova de que no Brasil o crime compensa? 

Desde que começou, há sete anos, a operação policial mais importante do país, que condenou muitos políticos “de peso”, vem sofrendo um verdadeiro desmonte pelo Poder Judiciário. Pouco a pouco os presos são colocados em liberdade, embora o prontuário de cada um recomende que fiquem em observação na Polícia Federal ou na Papuda.  

SÉRGIO CABRAL 

O único que segue em cárcere, como mencionado, é o ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. As penas já chegam a 342 anos. Sobre este, recentemente voltou a ser manchete nos jornais. O motivo: tentou realizar junto à Polícia Federal um acordo de colaboração premiada.

O pedido foi analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). E você pode se perguntar a razão pela qual um ex-político, atual condenado e preso ter que pedir que a mais alta Corte do país ouça o que ele tem a dizer. Então, segundo a defesa, a delação deveria passar pelo crivo do STF porque um dos integrantes do Tribunal estaria diretamente implicado, precisamente por ter recebido, segundo o colaborador, a quantia de R$4 milhões de reais, dinheiro este que teria servido para mudar o voto do Ministro Dias Toffoli quando era Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É interessante notar que de fato houve, nos momentos finais, a alteração do voto do Ministro, corroborando assim o que Cabral teria dito. 

Essa situação, por si só, já se mostra muito grave. Já seria suficiente para o STF, com o intuito de preservar a sua imagem diante da sociedade, esclarecer os fatos. E o próprio Ministro implicado deveria, ao invés de silenciar, exigir que se apure, mostrando que detém, ainda, reputação ilibada e, constatando-se que o ex-governador faltou com a verdade, ser este devidamente processado. 

Entretanto, por excesso de tecnicídio, foi tornado sem efeito o intento da defesa. Mas como tudo no Brasil é diferenciado do resto do mundo, fomos tomados por duas surpresas: a primeira é que a sessão, embora de interesse público e esperada por todos, não foi transmitida; a segunda, o Ministro Dias Toffoli, que foi apontado por Sérgio Cabral como aquele que teria recebido R$4 milhões por venda de sentença, votou contra o prosseguimento da delação, escandalizando a sociedade civil, bem como os agentes do Direito. 

A PANDEMIA VEIO EM BOA HORA 

Por conta da pandemia da COVID-19, diversos ex-políticos ganharam o direito de retornar para o conforto do lar, dentre eles, o famoso Eduardo Cunha. Além desse, Paulo Melo, condenado a 12 anos de prisão. Edson Albertassi também foi pra casa. Ambos foram condenados por corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Outra figura que trilhou o mesmo caminho foi Jorge Picciani. 

Outro condenado que tirou folga da cadeia foi o grande Geddel Vieira Lima, que já foi Ministro de Lula e Temer, mas é famoso mesmo por ter um apartamento só pra guardar malas de dinheiro. Ele também foi condenado por lavagem de dinheiro e associação criminosa. 

FATOR LULA 

No final do ano de 2019, alguns Ministros do STF parece que saíram de férias e aqueles que ficaram em seus lugares resolveram fazer mudanças na Casa. E as consequências dessas mudanças reverberam ainda hoje.  

Depois de muita discussão, o Supremo aprovou a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. Sem dúvidas, foi um marco contra a corrupção e permitiu diminuir aquele sentimento social de impunidade. No entanto, em novembro de 2019, o mesmo STF derrubou a possibilidade de prisão após condenação em Tribunal, postergando para o trânsito em julgado. No dia seguinte, o Ex-Presidente Lula, condenado a mais de 30 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, foi pra casa depois de uma breve estada na prisão. No dia seguinte, foi a vez do famoso Zé Dirceu brincar de casinha. 

Essa situação piorou em 2021, quando o STF tornou Lula novamente elegível, fazendo para isso uma verdadeira gambiarra que os operadores do Direito terão que se debruçar por anos para justificar a decisão. Depois de anos de processo, tendo sido condenado em Primeira Instância, depois pelo Tribunal Regional Federal (TRF), com aumento de pena, com centenas de recursos ao STJ, Lula ganhou dos Supremos um grande presente. 

Para todos os efeitos, nada mais paira sobre Luiz Inácio, e este poderá agora correr atrás do ex-juiz Sérgio Moro. Alias, Lula já bateu à porta do Supremo nesses últimos dias para exigir que Moro seja julgado de vez, afinal de contas, Moro foi parcial no julgamento de Lula (e não importa se o TRF aumentou a pena imposta por Moro). 

O fator Lula repercute muito mal na sociedade e, muito embora esteja liderando nas pesquisas eleitorais, toda vez que está em um local aberto ao público (e não protegido pelos muros da CUT), ele é “ovocionado” e ouve brados de “Lula, ladrão, teu lugar é na prisão”. 

A soltura do ex-presidente ainda é muito discutida, pois não se sabe até onde repercutirá na soltura de outros condenados.  

Pelo que se tem visto, o caminho mais provável é que todos voltem para a política, com exceção de Sérgio Cabral. Este não voltará por duas razões: com mais de 300 anos a cumprir, mesmo com as reduções legais, vai demorar bastante. E, em segundo lugar, a sua esperança de ter a pena reduzida foi rejeitada pelos Supremos, com especial destaque para Dias Toffoli. 

O POSTE FEZ XIXI NO CACHORRO 

Existe uma ordem natural, que procura seguir o fluxo. Mulher engravida, homem não. A polícia corre atrás do ladrão. O cachorro corre atrás do gato, que corre atrás do rato. O cachorro faz xixi no poste. 

No Brasil, porém, as coisas são diferentes. Aqui, o gato morde o cachorro, o pintinho choca a galinha, o traficante denuncia a polícia, o policial tem que explicar o porquê de ter atirado no jovem que portava um fuzil, aqui o juiz é acusado pelo condenado, que exige a sua prisão. 

Aqui é diferente. Um hacker procurou Manuela D’ávila para entregar-lha conversas entre o juiz Moro e Procuradores da República. Uma vez divulgada essas conversas, a polícia teve que prender os acusados, por se tratar de crime, por óbvio. Na casa de um deles, a PF encontrou algo em torno de R$100 mil reais não declarados. Manuela, que nas últimas eleições presidenciais, na qual Lula não pode participar porque estava condenado e preso, oportunidade na qual escolheu Haddad, compôs a chapa, na condição de vice. 

Então, vamos entender melhor: a Vice do sucessor de Lula teve contato com criminosos que raquearam conversas entre o juiz que levou aquele para a cadeia. Além disso, foi encontrado com o criminoso uma quantia muito elevada, sendo que este não trabalhava.  

Esses dados são capazes de alterar os fatos? Pergunto isso, pois, além de ter sido condenado por Moro, Lula foi condenado por um colegiado de Desembargadores, os quais decidiram por aumentar a pena de Lula. Como conceber, então, que tais conversas propiciaram à Lula voltar à política sem as suas condenações? 

ESPERANÇA DE DIAS MELHORES 

Conquanto a perplexidade do povo brasileiro ao ver tanto esforço indo direto para a conta da impunidade, é possível sonhar. Dias melhores virão. 

Pra servir de alento, se fosse há dez anos, nenhum desses políticos seriam presos. Hoje, porém, já vemos as instituições mais comprometidas. E para continuar a evoluirmos, é necessário que cada um de nós faça parte desse processo, questionando as políticas públicas, buscando sempre a transparência no trato com as contas do Estado, votando melhor.  

Ladrão não, cidadão

Eu não consigo esquecer de você 
Tem sido muito difícil pra mim 
Diga por que me deixou tão sozinho 

Menininha 
Meu amor 
Menininha 
Meu amor. 

(Amado Batista)

 

Quem nunca ouviu esse clássico da música brega certamente não é desse país. Amado Batista, que prefere chamar a sua música de popular à brega, há mais de 40 anos percorre o Brasil, levando a sua sonoridade para todas as idades.  

Nos últimos dias, esse grande artista foi um dos assuntos mais comentados na grande mídia e no Twitter. A razão para tudo isso não foi o lançamento de uma música ou a divulgação de uma turnê em tempos pandêmicos, mas sim pelo seu posicionamento político. 

Em entrevista concedida ao programa de rádio Frente a Frente, o músico chamou o ex-presidente Luiz Inácio de ladrão. E como vivemos em um país nitidamente polarizado, foi o bastante para uma enxurrada de post na internet. 

A repercussão foi tamanha que rendeu ao cantor um tweet de repúdio da Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores, a Deputada Federal Gleisi Hoffmann. 

 

 

 

 

 

 

 

A INVERSÃO DE PAPÉIS

 

Caro leitor, eu sou uma pessoa que não se impressiona com facilidade. No entanto, a desfaçatez de alguns políticos brasileiros não é crível, chega a ser cômica. Aos brasileiros pode faltar o pão, mas o circo é garantido. 

Aliás, o cinismo é intrínseco a muitos criminosos. Vejamos. 

No último mês de fevereiro, Ana Paula Thomaz, condenada por ter assassinado, juntamente com Guilherme de Pádua, a atriz Daniela Perez, moveu uma queixa-crime contra Glória Perez. Isso mesmo, Glória Perez viveu para ver a assassina de sua filha processá-la.  

Thomaz, que mudou seu nome para Paula Peixoto depois de se casar com um advogado figurão, agora vive uma vida de luxo. 

Sobre a queixa-crime, Paula Thomaz acusa a escritora Glória Perez de ameaça e difamação. Perez foi intimada a depor. 

A defesa da assassina explicou que a intenção do processo é proteger a filha de 5 anos de Thomaz, que vem sofrendo com ameaças depois de ter sido noticiado que a mãe da menina estaria investindo na carreira de atriz da criança. 

Em resposta a esse fato, Glória Perez decidiu desabafar nas redes sociais, o que lhe rendeu a sobredita denúncia. 

 

 

 

 

 

 

 

Após a denúncia, Glória Perez não se deixou intimidar e desabafou:

“Coisa de psicopata. Logo, é preocupante que essa mulher esteja tentando se introduzir, através da filha, em meu ambiente de trabalho. Quem corre risco sou eu.” 

“A melhor descrição de Paula Peixoto (ex-Thomaz) é do juiz que a condenou: ‘A conduta da ré exteriorizou uma personalidade violenta, perversa e covarde quando contribuiu consciente e voluntariamente para destruir a vida de uma pessoa indefesa, sem nenhuma chance de escapar do ataque de seus algozes, pois, além da desvantagem na força física, o fato se desenrolou em local onde jamais se ouviria o grito desesperador e agonizante da vítima. 
Demonstrou a ré assim, ser uma pessoa inadaptada ao convívio social e com inegável potencial de periculosidade”.

 

A SEMELHANÇA ENTRE O LADRÃO E A ASSASSINA 

Além da ousadia e do mau caratismo, quem roubou e quem assassinou quer impor a toda a sociedade a lei do silêncio, utilizando-se para isso a própria justiça, que falhou em ambos. É o resultado de permitir que criminosos graves retornem para o meio social, convivendo como um sujeito normal. 

Voltando ao ladrão - é melhor parar de usar esse adjetivo – voltando ao ex-presidente Lula, o jornal Gazeta do Povo noticiou a ficha corrida do petista: 

Investigação e indiciamento:

Polícia Federal ou Polícia Civil

Fase em que se abre um inquérito policial para investigar um crime e busca-se demonstrar a culpabilidade do investigado. Comprovados indícios de autoria e materialidade, ele é indiciado em inquérito policial.

 

Doações da Odebrecht ao Instituto Lula

Lula foi indiciado pela Polícia Federal (PF) no final de dezembro de 2019 em uma investigação sobre doações da Odebrecht ao Instituto Lula. Ele foi indiciado junto com Paulo Okamoto, Palocci e Marcelo Odebrecht por corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, entre dezembro de 2013 e março de 2014, foram registradas doações de R$ 4 milhões da Odebrecht ao Instituto Lula, com origem em créditos da conta de propinas da empreiteira.

 

Denúncia ou acusação formal:

Ministério Público

Com a conclusão do inquérito, o MP analisa se há provas contra o indiciado que justifiquem a abertura de uma ação penal. Se houver, remetem o caso à Justiça apresentando uma denúncia, ou seja, um pedido de abertura de ação penal contra o acusado.

  

Denúncias apresentadas contra o ex-presidente:

Mesadas a Frei Chico (denúncia rejeitada)

O MPF acusa o irmão de Lula, Frei Chico, de receber R$ 1,1 milhão por meio do pagamento de "mesadas" de R$ 3 mil a R$ 5 mil, como parte de vantagens indevidas oferecidas a Lula em troca de benefícios obtidos pela Odebrecht. A denúncia foi rejeitada pela Justiça.

Obstrução de Justiça (1ª Instância)

A PGR acusa Lula e Dilma Rousseff de obstrução de Justiça. A acusação é relativa à tentativa de nomear Lula ministro-chefe da Casa Civil de Dilma, em março de 2016 – na ocasião, Lula já era alvo da Operação Lava Jato. O ex-ministro da Educação Aloizio Mercadantes também é acusado.

Em setembro de 2017, Fachin mandou a denúncia para a Justiça Federal de Brasília, em primeira instância. O relator da Lava Jato no STF alegou que nenhum dos denunciados possui prerrogativa de foro atualmente.

 

Processo penal:

Judiciário

Após as fases de investigação e denúncia, o juiz responsável pelo caso analisa se as evidências justificam a abertura de processo. Se sim, o denunciado se torna réu e passa a responder pelos crimes que lhe foram imputados pelo MP.

    

Em quais processos Lula se tornou réu:

Corrupção no governo federal (1ª instância)

Lula responde a um processo na Justiça Federal de Brasília por corrupção. O empresário Marcelo Odebrecht e os ex-ministros Antonio Palocci e Paulo Bernardo também são réus na ação, que acusa os quatro de pagamento de propina da Odebrecht em troca de favorecimento do governo federal.

Lula responde a um processo na Justiça Federal de Brasília por corrupção. O empresário Marcelo Odebrecht e os ex-ministros Antonio Palocci e Paulo Bernardo também são réus na ação, que acusa os quatro de pagamento de propina da Odebrecht em troca de favorecimento do governo federal.

Lavagem de dinheiro (1ª instância)

O Ministério Público Federal de São Paulo acusa o ex-presidente Lula de lavagem de dinheiro por ter recebido R$ 1 milhão, via Instituto Lula, do grupo ARG. O dinheiro seria uma recompensa por Lula ter usado de sua influência para interferir em decisões do presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, que favoreceram negócios da empresa naquele país.

Lula também seria acusado de tráfico de influência, mas como tem mais de 70 anos, o crime prescreveu. Os fatos aconteceram entre setembro de 2011 e junho de 2012, segundo a denúncia.

Tráfico de influência (1ª instância)

Lula virou réu acusado por organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. O MPF aponta que Lula atuou para liberar verba do BNDES em obra da Odebrecht em Angola. Além de Lula, seu sobrinho Taiguara Rodrigues, o empreiteiro Marcelo Odebrecht, e mais oito investigados também são acusados.

Tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa (1ª instância)

O Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF) denunciou o ex-presidente, seu filho, Luiz Cláudio Lula da Silva e mais duas pessoas por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A acusação foi feita após investigações conduzidas no âmbito da Operação Zelotes. Lula e os acusados teriam atuado de forma criminosa nas negociações que levaram a compra, pelo governo brasileiro, de caças Gripen da sueca Saab, além de atuar na renovação de uma Medida Provisória que levou a prorrogação de benefícios fiscais concedidos a montadoras de automóveis.

  Terreno para o instituto (1ª instância)

Segundo a denúncia do MPF, entre 2010 e 2014, Marcelo Odebrecht prometeu uma propina no valor de R$ 12,4 milhões para o ex-presidente Lula, paga na forma da aquisição de um terreno para a construção de uma nova sede para o Instituto Lula. O MPF também denunciou Lula, Glaucos da Costamarques e Roberto Teixeira pela lavagem de dinheiro no valor de R$ 504 mil, realizado através da aquisição em favor de Lula de um apartamento em São Bernardo (SP). O imóvel foi mantido no nome de Glaucos, mas foi adquirido com recursos da Odebrecht por intermédio da DAG.

  O processo está pronto para sentença.

Operação Zelotes (1ª instância)

Lula foi denunciado por corrupção passiva, pelo MPF do Distrito Federal, sob acusação de aceitar promessa para receber recursos ilegais em 2009, quando ainda ocupava a Presidência. Segundo a Procuradoria, Lula e seu então chefe de gabinete, o ex-ministro Gilberto Carvalho, aceitaram promessa de vantagem indevida de R$ 6 milhões para favorecer as montadoras MMC e Caoa na edição da medida provisória 471, de novembro de 2009.

Outros 4 processos já tiveram sentença

CONDENAÇÕES 

Sítio em Atibaia (2ª instância)

A juíza Gabriela Hardt condenou no dia 6 de fevereiro de 2019 o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em regime fechado no processo referente ao sítio em Atibaia. No dia 27 de novembro de 2019, a condenação foi confirmada em segunda instância e a pena passou para 17 anos, 1 mês e 10 dias.

  Tríplex (3ª instância)

Lula já foi condenado pelo então juiz Sergio Moro no processo referente ao tríplex no Guarujá. A pena estipulada foi de 9 anos e 6 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) aumentou a pena para 12 anos e um mês de prisão em janeiro de 2018. O processo terminou de tramitar em segunda instância em março de 2018.

  Já em 2019, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu a pena para 8 anos, 10 meses e 20 dias. No processo, Lula é acusado de receber propina da OAS por contratos da empreiteira com a Petrobras através da compra e reforma de um apartamento no Condomínio Solaris. Lula já cumpriu 580 dias da pena e aguarda em liberdade o trâmite dos recursos.

 

ABSOLVIDO

Obstrução de Justiça (1ª instância)

Lula respondeu por obstrução de Justiça e foi acusado de tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e tentar impedi-lo de firmar um acordo de colaboração premiada. O MPF pediu a absolvição do ex-presidente no processo e o cancelamento dos benefícios da delação de Delcídio Amaral. Em 12 de julho, o juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, absolveu Lula das acusações. 

  Quadrillhão do PT (JF-DF)

Lula virou réu ao lado de outros integrantes do PT por organização criminosa. A PGR acusa Lula de ser o chefe do “quadrilhão do PT”. A denúncia fala que petistas receberam propina de R$ 1,48 bilhão desviados da Petrobras, BNDES e Ministério do Planejamento.

 Em março de 2018, o relator da Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin, desmembrou o processo e enviou a denúncia referente a pessoas sem prerrogativa de foro – caso de Lula e Dilma Rousseff, por exemplo – para primeira instância, em Brasília.

  A Justiça Federal absolveu todos os acusados em dezembro de 2019.

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/lula-ficha-corrida/ 

Copyright © 2021, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

 

UM ALERTA 

Quem normaliza ou relativiza os crimes cometidos por Lula necessita fazer um profundo exame de consciência. Não é razoável ver no ex-presidente uma pessoa comum, de reputação ilibada. Ele cometeu muitos crimes, assaltou o país, aparelhou as estruturas estatais, priorizou realizar mega obras em ditadura socialistas a socorrer, por exemplo, 50% da população que não tinha saneamento básico. Investir em infraestrutura em outros países em detrimento do Brasil já é um grave crime contra o nosso povo. 

Lula voltou ao debate público como alternativa ao governo Bolsonaro. Alerto a todos que veem no petista a antítese do atual Presidente, que há outra saída.  

A nossa história já foi por demais maculada. Deixemos de lado nossas paixões partidárias e pensemos no nosso país. Não nos esqueçamos dos mais de 6 milhões de brasileiros que em um só dia saíram às ruas para pedir o fim do governo do PT, por não aguentar mais tantos escândalos, tanta corrupção.  

A situação é ainda pior quando você escuta Lula em 2021. É nítida a sua indignação com a Polícia Federal, com o Ministério Público e com o Poder Judiciário. O que podemos esperar deste ladrão inconfesso caso ganhe a faixa presidencial? Não creio que essas instituições terão autonomia para avançar no combate à corrupção. Não acredito, analisando o discurso do presidenciável, que o seu próximo governo será diferente dos anteriores.  

Recentemente, o candidato do PT ao Planalto da Alvorada convidou o filho de Renan Calheiros para compor a chapa na condição de vice. Renan, ou Atleta, como é conhecido nas famosas planilhas de propina da Odebrecht, é o relator da Comissão Parlamentar de Inquéritos, logo ele que responde a nove (inquéritos), além de outros tantos devidamente arquivados pelos amigos Supremos. 

Além de Calheiros, outro senador lulista é Omar Aziz, Presidente da mesma CPI. Essa comissão é responsável por investigar a conduta dos nossos governantes na condução da pandemia do COVID-19, o famoso vírus chinês. 

Omar, Presidente da Comissão mais importante da história da saúde, responde a processo por desviar mais de R$ 200 milhões da saúde no Estado do Amazonas. Por esse desvio milionário, a esposa do Senador foi presa, além de três irmãos seus. Na semana passada, Lula se encontrou com o Parlamentar. 

O candidato do PT conta com a ajuda dos Senadores lulistas para derrubar o atual Presidente e aparecer como a melhor alternativa para o Brasil. 

Deixo com o leitor uma pergunta que deverá ser respondida em pensamento: você está preparado para ver Lula Presidente da República, tendo como Vice Renan Filho, além de Mercadante como Ministro da Economia, Calheiros e Aziz em outros cargos do primeiro escalão? 

Exibindo 11 registros
Aviso de cookies
Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento. Saiba mais na nossa Política de privacidade