Dr. Anthony Fauci: O Mandetta norte-americano

Publicado em: Quinta-feira, 10 de Junho de 2021, 11:55h - Por: Blog do Wenner

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sugestão do leitor Gustavo Baião 

  

  

O Doutor Anthony Fauci é chefe do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas – NAID desde 1984. De lá pra cá, foi conselheiro dos Presidentes dos Estados Unidos da América. O seu nome ganhou destaque no combate à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS. E na pandemia do COVID-19, entrou para o “Hall da Fama”. 

Conquanto seja médico, tornou-se “popstar”, concedendo inúmeras entrevistas, sendo capa em diversos jornais. A notoriedade foi tamanha que, segundo Rodrigo Constantino, Fauci foi confundido com a própria ciência. 

Para Constantino, a atuação do médico é mais política do que científica, tendo politizado (e muito) assuntos ligados à saúde, passando a chamar os dissidentes de negacionistas. 

As recomendações do médico ficaram famosas, principalmente, porque uma contradizia a anterior. No início da pandemia, informou ao mundo que não era necessário o uso de máscaras por quem não fosse da área da saúde. Após isso, todos deveriam fazer uso de máscaras, passando a ser obrigatória em todo o mundo, sob pena de prisão em alguns lugares. 

No Brasil, por exemplo, muitas pessoas foram presas por não utilizarem o equipamento de proteção. As cenas mais bizarras foram vistas em diversas praias. Quem não utilizasse, era multado e, em alguns casos, detido. 

Após essa recomendação “viral”, Fauci já passou a questionar a eficácia da máscara, recomendando, então, o uso de duas. A partir de então, passou a ser comum a utilização de dois instrumentos de proteção. Essa situação não favoreceu muito quem usa óculos, a orelha chegava a desmaiar de cansaço. 

Por fim, quando o médico recomendou o uso de três máscaras, eu não sei mais o que houve. Não li mais nada sobre ele. 

  

SANTO ANTHONY FAUCI – DIGO, DR. ANTHONY FAUCI – E SEUS E-MAILS 

  

O jornal The Washington Post e o site Buzzfeed obtiveram, por meio da Lei de Acesso à Informação dos EUA ou Freedom of Information Act – FOIA, o conteúdo de inúmeros e-mails trocados por Fauci e Francis Collins (Chefe dos Institutos Nacionais de Saúde - NIH) no período de janeiro a junho de 2020. 

Uma vez divulgadas, essas informações mostraram para o mundo – com exceção do Brasil, porque a imprensa, a grande mídia, não noticiou – a confusão que existia mesmo dentro do maior centro de pesquisas médicas do planeta, sobre o que fazer naqueles primeiros meses pandêmicos. 

Para muitos jornalistas norte-americanos, o conteúdo desses e-mails condena a conduta do médico e do governo quanto à resposta à pandemia. 

Mas, afinal de contas, o que há de tão errado nesses e-mails? 

  

1) VAZAMENTO DE LABORATÓRIO 

  

(...) 

Um e-mail de 17 de fevereiro de 2020, de Collins para Fauci, tem um link para uma matéria da Fox News sobre a ideia de um vazamento de laboratório. A resposta de Fauci foi totalmente omitida no documento público. O assunto do e-mail é "conspiração ganha impulso", o que talvez indique que os dois estavam tratando essa ideia como tal. Mas outros e-mails nos quais essa teoria surge mostram o interesse dos participantes em parar com a conversa por e-mail e continuar em telefonemas. 

(...) 

Existem muitos e-mails que podem parecer incriminadores à primeira vista, mas têm explicações inocentes. Por exemplo, um e-mail de 4 de fevereiro de 2020, de Trevor Bedford, um cientista da Fred Hutch, parece dizer que certas evidências oferecidas sobre as hipóteses de surgimento natural ou de vazamento de laboratório são inconclusivas, embora ele descarte um cenário em que o vírus foi criado em laboratório. Ele então sugere ao seu interlocutor que eles mudem para "meios de comunicação mais seguros". 

(...) 

No entanto, também temos um e-mail de Daszak - cuja própria empresa subcontratou o Instituto de Virologia de Wuhan - enviado a Fauci em fevereiro em que ele agradece ao infectologista por emprestar sua credibilidade ao se pronunciar contra a teoria do vazamento de laboratório. Uma parte desse e-mail foi omitida. Daszak já falava incansavelmente contra a teoria do vazamento de laboratório antes que a OMS o designasse, com o consentimento da China, para a equipe que investigou as origens do vírus. 

  

Ainda assim, mesmo com todos os incentivos do mundo para encerrar a hipótese de vazamento de laboratório, o diretor da OMS não a descartou. Sua opinião sobre este e-mail dependerá inteiramente de como você vê as opiniões de Daszak, se acredita que elas são genuinamente sustentadas ou não. 

  

Acho que o e-mail mais interessante sobre a questão é o de Hugh Auchincloss para Fauci em 1º de fevereiro de 2021, no qual parece que o NIH está tentando determinar por si mesmo se "temos laços distantes com esse trabalho no exterior". Fauci responde mais tarde dizendo como é essencial que ele e Hugh falem ao telefone naquela manhã e que Hugh terá tarefas a cumprir. 

  

Isso foi enviado poucas horas depois de Anderson sugerir pela primeira vez a Fauci que havia características no vírus que "(potencialmente) parecem projetadas". 

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/o-que-os-e-mails-de-anthony-fauci-revelam-pandemia-eua/  

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2) MÁSCARAS E TRATAMENTOS 

  

Aqui está uma questão em que eu realmente acho que o registro privado fará a diferença em nossa compreensão dos eventos. Em 5 de fevereiro de 2020, Fauci envia um e-mail em que desaconselha o uso de máscaras e faz a recomendação de que o tipo de máscara que se compra em farmácias "não é muito eficaz para impedir a entrada de vírus, que são pequenos o suficiente para passar pelo material". Esta conclusão só poderia ter sido reforçada quando os cientistas convergiram para a conclusão de que a Covid-19 é transmitida por aerossóis. Isso foi consistente com as declarações que Fauci fez em público na época, mesmo no programa de televisão 60 Minutos, de que as máscaras podiam ser prejudiciais. 

  

Mais tarde, quando passou a adotar uma posição pró-máscara, Fauci afirmou que nunca aconselhou ao público que as máscaras não podiam ajudar, apenas que eles não deveriam comprá-las. Isso não era verdade. Ele disse que deu este conselho para economizar equipamentos de proteção individual para os trabalhadores da linha de frente. Embora tenhamos visto muitos casos em que autoridades de saúde pública mentiram deliberadamente para o público para manipulá-los em direção a um resultado - uma prática que considero moralmente repulsiva e politicamente inconsistente com o autogoverno - não encontramos evidências de que houve um esforço deliberado e consciente para proteger os suprimentos de EPI com essa mentira. (Contudo, vimos um dos colegas chineses de Fauci pedindo desculpas por ter sido citado na Science chamando a posição de Fauci sobre as máscaras de "um grande erro".) 

(...) 

  

No entanto, Fauci ocasionalmente dizia coisas como, por exemplo, como ele queria que as máscaras "fossem um símbolo" para o tipo de medida que você deveria tomar. Ou seja, ele parecia trair a visão que tinha sobre a utilidade médica das máscaras ao se apoiar fortemente em sua utilidade psicológica. E espero que a defesa das máscaras de tecido compradas em loja vá para esse campo. Talvez eles digam que é verdade que o vírus passa facilmente pela máscara, mas que a máscara faz algum trabalho de redirecionamento e que essa pequena utilidade se combina com seu uso como um lembrete físico constante do comportamento para mitigação da Covid, como o distanciamento social para diminuir a propagação. 

  

Para mim, um dos diálogos mais interessantes vem do Dr. Josh Backon, da Universidade Hebraica, que ficou furioso porque Fauci estava minimizando o uso de medicamentos baratos e bem testados, como cloroquina e ivermectina, para tratar Covid-19. Backon enviou um e-mail inicial propondo a lógica por trás desses tratamentos e, mais tarde, enviou o e-mail novamente com um link para um estudo que fundamentava suas afirmações, com a breve provocação: "Continue me ignorando". Fauci recusou a provocação, dizendo: "Você não está sendo ignorado", e prometeu que alguém daria uma olhada em sua pesquisa. 

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/o-que-os-e-mails-de-anthony-fauci-revelam-pandemia-eua/  

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A RELAÇÃO SOMBRIA ENTRE ANTHONY FAUCI E A CHINA [1] 

  

Em matéria publicada por James Freeman no jornal “Wall Street Journal”, o jornalista trouxe cinco razões para descrer ou ao menos desconfiar da origem da pandemia do COVID-19.  

Antes considerada teoria da conspiração, Freeman, embasado nos estudos de Nicholas Wade, jornalista do The New York Times, com experiência de 30 anos e membro do comitê editorial das revistas científicas Science e Nature, aponta muitas evidências de que o vírus surgiu em laboratório.  

Antes de me cancelar, querido leitor, peço que leia e, após isso, tire suas próprias conclusões.  

  

1) Antes do surgimento da epidemia do coronavírus devastar o planeta, o Dr. Anthony Fauci financiava pesquisas com coronavírus no Instituto de Virologia de Wuhan. “A ideia era estudar a capacidade de tais patógenos de atacar humanos”. 

  

2) O vírus, oficialmente conhecido como Sars-CoV-2, é também chamado de Sars2. Como já dissemos, existem duas teorias acerca da origem do vírus. A mais difundida afirma que saiu de um animal e foi para o ser humano. A segunda (e mais polêmica) informa que o vírus surgiu em laboratório. Apesar da divergência (natural-manipulado), tais teorias têm ao menos um ponto convergente: os primeiros casos surgiram em Wuhan. Algumas coincidências devem ser apresentadas. 

“O Sr. Wade descreve um importante pesquisador chinês cujo trabalho recebeu apoio do instituto do Dr. Fauci por meio de um grupo dos EUA chamado EcoHealth Alliance.” 

A Revista Lancet publicou em 19 de fevereiro de 2020:  

“Estamos juntos para condenar veementemente as teorias da conspiração que sugerem que COVID-19 não tem uma origem natural.” 

Os cientistas “concluem de forma esmagadora que este coronavírus se originou na vida selvagem”. 

Tempos depois foi descoberto que a Carta da Lancet havia sido organizada e elaborada por Peter Daszak, Presidente de onde? Da EcoHealth Alliance de Nova York. 

A organização do Dr. Peter Daszak financiou a pesquisa do coronavírus no Instituto de Virologia de Wuhan. Assim, se realmente o Sars2 tivesse escapado da pesquisa que Daszak financiou, este seria, certamente, o culpado pela pandemia.  

O que choca é o fato de o Lancet não declarar o conflito de interesses e até mesmo escrever, ao final da carta: 

“Declaramos não haver interesses conflitantes.” 

  

3) “Pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan, liderado pela maior especialista da China em vírus de morcego, Shi Zheng-li, montaram expedições frequentes às cavernas infestadas de morcegos de Yunnan, no sul da China, e coletaram cerca de cem coronavírus diferentes de morcegos. Ainda não se pode afirmar se Shi gerou ou não o Sars2 em seu laboratório porque seus registros foram lacrados, mas parece que ela certamente estava no caminho certo para fazê-lo. ‘Está claro que o laboratório de Wuhan estava construindo sistematicamente novos coronavírus quiméricos e estava avaliando sua capacidade de infectar células humanas e camundongos que expressam ACE2 humano’, diz Richard H. Ebright, biólogo molecular da Rutgers University e o principal especialista em biossegurança.” 

  

4) “Está documentado que os pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan estavam efetuando experimentos de ganho de função projetados para fazer os coronavírus infectarem células humanas e camundongos humanizados. Este é exatamente o tipo de experimento do qual um vírus semelhante ao Sars2 poderia ter surgido. Os pesquisadores não foram vacinados contra os vírus em estudo e estavam trabalhando nas condições mínimas de segurança de um laboratório BSL2. Portanto, a fuga de um vírus não seria nenhuma surpresa. Em toda a China, a pandemia estourou na porta do instituto Wuhan. O vírus já estava bem adaptado ao homem, como era de esperar para um vírus cultivado em camundongos humanizados.” 

  

5) “Ninguém encontrou a população de morcegos que foi a fonte do Sars2, se é que ela já infectou morcegos. Nenhum hospedeiro intermediário se apresentou, apesar de uma busca intensiva pelas autoridades chinesas que incluiu o teste de 80.000 animais. Não há evidências de que o vírus dê vários saltos independentes de seu hospedeiro intermediário para as pessoas, como os vírus Sars1 e Mers fizeram.” 

  

  

E AGORA? 

  

  

A verdade é que a pandemia em que estamos mergulhados tem mostrado a cada um de nós que sabemos muito pouco. A ciência está a todo momento questionando a si. Por conta disso, não devem existir dogmas e tabus. Não se deve censurar, cancelar uma pessoa por suas convicções, ainda que aparentemente absurdas. 

Devemos rebater cada “absurdo” propalado com argumentos e não com censura. Se o vírus surgiu em laboratório ou em um mercado ainda não sabemos. Entretanto, quantas pessoas até os dias de hoje são banidas das redes sociais por afirmar coisas como “vírus chinês” e outros? 

  

  

  

  

  

  

  

 
 
 

[1] COSTA, Cristyan. O que a China e Anthony Fauci têm a ver cim a origem do coronavírus?. Revista Oeste, 2021. Disponível em: < https://revistaoeste.com/mundo/o-que-a-china-e-anthony-fauci-tem-a-ver-com-a-origem-do-coronavirus/>. Acesso em: 10 de junho de 2021. 

 

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