Economia

Ibovespa fecha estável e dólar tem firme queda por otimismo com economia global

Publicado em: Terça-feira, 06 de Abril de 2021, 20:46h - Por: Redação
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O dólar à vista caiu 1,38%, a R$ 5,6015 na venda nesta terça-feira (6). É a mínima em duas semanas, com o real entre os melhores desempenhos numa sessão de fraqueza global da moeda norte-americana, com investidores em busca de apetite por risco na esteira da melhora das perspectivas para a economia mundial. 

Na B3, o Ibovespa fechou estável depois de uma sessão de perdas e ganhos. O principal índice acionário do Brasil caiu 0,02%, para 117.498 pontos. 

Com os demais mercados mostrando poucas oscilações, investidores locais olhadas para o noticiário sobre o impasse do Orçamento no Brasil e falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e do ministro da Economia, Paulo Guedes.

"Paulo Guedes ontem novamente destilou seu famoso otimismo, como se nada tivesse acontecendo, como se não tivesse problema nenhum", afirmou Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset. "Na verdade, sabemos que a situação política é muito mais delicada do que se mostra." O ministro da Economia falou em evento da XP na noite de segunda.

Mais cedo, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, reiterou que o movimento mais forte na alta da Selic no mês passado pode reduzir o orçamento total de aperto monetário.

Preocupa ainda, a nível global, o aumento de casos de Covid-19 em países como Canadá, Chile e Índia. O mercado deve precisar, cada vez mais, de bons indicadores econômicos para se manter em alta.

Lá fora

O índice S&P 500 caiu nesta terça-feira, mas permaneceu próximo de recordes marcados nas últimas sessões, com investidores ponderando dados econômicos norte-americanos mais fortes e nervosismo sobre os balanços corporativos por vir.

O Dow Jones caiu 0,29%, para 33.430 pontos, o S&P 500 perdeu 0,10%, para 4.073 pontos, e o Nasdaq teve variação negativa de 0,05%, para 13.698 pontos.

As vagas de emprego nos Estados Unidos aumentaram em fevereiro para uma máxima em dois anos, enquanto as contratações cresceram. Os dados vieram na esteira do forte relatório de geração de postos de trabalho divulgado na sexta-feira e de um dado na segunda-feira mostrando que a atividade no setor de serviços atingiu um recorde em março.

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira (6), após um rali em Wall Street que refletiu otimismo de que a economia dos EUA continua se recuperando dos efeitos da Covid-19. Novos surtos da pandemia, contudo, geram apreensão.

Em Tóquio, o índice japonês Nikkei apagou ganhos do começo do pregão e terminou o dia em baixa de 1,30%, a 29.696,63 pontos, pressionado em especial por ações de montadoras, farmacêuticas e bancos.

Já o índice sul-coreano Kospi subiu 0,20% em Seul, a 3.127,08 pontos, ajudado por papéis de internet e tecnologia, enquanto o Taiex avançou 1,02% em Taiwan, a 16.739,87 pontos. O mercado de Hong Kong permanece fechado devido a feriados.

Na China continental, as bolsas retornaram de um feriado com variações modestas. O Xangai Composto teve baixa marginal de 0,04%, a 3.482,97 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto se valorizou apenas 0,18%, a 2.266,20 pontos.

O índice de gerentes de compras (PMI) de serviços chinês subiu de 51,5 em fevereiro para 54,3 em março, segundo pesquisa da IHS Markit com a Caixin Media. A leitura acima de 50 aponta que o setor permanece em expansão.

Em Nova York, as bolsas subiram mais de 1% ontem, com novos recordes de fechamento do Dow Jones e do S&P 500, após dados fortes do mercado de trabalho e do segmento de serviços dos EUA.

A pandemia, no entanto, continua no radar. Especialistas médicos alertam que o Japão pode se preparar para uma "quarta onda" de casos e mortes pela doença, uma vez que o país está atrasado em relação ao resto do mundo em termos de vacinação e testagem. Além disso, ocorreram novos surtos de Covid-19 na Índia e na Tailândia.

Na Oceania, a bolsa de Sydney também voltou de feriados com alta de 0,84% do S&P/ASX 200, a 6.885,90 pontos, após notícia de que a Nova Zelândia vai começar a relaxar restrições para a entrada de turistas da Austrália. Nesta madrugada, o BC australiano, conhecido como RBA, decidiu manter seu juro básico na atual mínima histórica de 0,10%. 

Fonte: CNN Brasil

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