Economia

Vigor da economia brasileira surpreendeu, diz Guedes sobre dados do Caged

Publicado em: Quinta-feira, 01 de Abril de 2021, 08:30h - Por: Redação
Compartilhar
Reprodução/Youtube
Esquerda para direita: Bruno Dalcolmo, secretário do Trabalho, Paulo Guedes, ministro da Economia, e Bruno Bianco, secretário especial de Previdência e Trabalho

O vigor e a resiliência da economia brasileira surpreenderam novamente, afirmou na terça-feira (30), o ministro da Economia, Paulo Guedes, durante a divulgação do resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em fevereiro, mercado de trabalho brasileiro registrou a abertura de 401.639 vagas com carteira assinada.

“Temos que admitir que a economia, do ponto de vista do mercado formal, está se recuperando em altíssima velocidade”, disse Guedes. O resultado, recorde para o mês, mostra que o Brasil está no caminho certo da recuperação da atividade econômica, afirmou.

Para o ministro, apesar do recrudescimento da pandemia, com recordes diários de infecções e mortes por covid-19, é possível que o “baque” na economia seja menor e mais curto em abril do que foi no mesmo mês do ano passado.

Segundo ele, o governo está repetindo o protocolo adotado no ano passado. “Liberamos auxílio emergencial assim que possível”, exemplificou. Os benefícios, em valores inferiores aos de 2020, recomeçarão a ser pagos em abril.

Outra medida citada pelo ministro foi a antecipação de parcelas do abono salarial. “Estamos antecipando agora também benefícios de aposentados e pensionistas”, comentou.

Além disso, o governo anunciou o diferimento do Simples Nacional. Em abril, maio e junho, as microempresas não precisarão recolher o tributo, o que deixará com elas perto de R$ 27 bilhões em recursos.

“Agora, temos que renovar o BEm [Benefício Emergencial para Preservação de Renda e do Emprego]”, disse ele, acrescentando que se trata de um programa “excepcional”. A proposta inicial do ministério, segundo explicou, seria uma renovação do BEm sem impacto fiscal e que, nas palavras dele, “transformava seguro-desemprego em seguro-emprego”

Era um desenho em que as parcelas do seguro-desemprego eram antecipadas para complementar o salário de empregados com contratos suspensos ou reduzidos, explicou.

Guedes costumava dizer que, em vez de pagar cinco parcelas de R$ 1.100 para o trabalhador desempregado, preferia pagar 11 parcelas de R$ 500, para ele seguir empregado. Por isso, chamava de seguro-emprego. Essa proposta, porém, foi rejeitada pelo presidente Jair Bolsonaro.

O ministro também falou na reedição do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

Vacinação

Guedes afirmou que, ao ritmo de 1 milhão de vacinações ao dia (meta estabelecida pelo Ministério da Saúde), em 30 dias estará “praticamente concluída” a imunização de idosos. Com isso, a expectativa é que a taxa de mortalidade caia “vertiginosamente” e, segundo ele, permita o retorno seguro ao trabalho.

“Nosso foco agora tem de ser a vacinação em massa, para a proteção dos 40 milhões de brasileiros do mercado informal”, comentou.

Ainda sobre os dados do Caged, Guedes destacou a criação mensal de 173.000 vagas com carteira assinada no setor de serviços, o mais sensível à informalidade. O setor de serviços “está voltando também”, disse.


Fonte: Valor Econômico

Aviso de cookies
Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento. Saiba mais na nossa Política de privacidade