Educação

Professores públicos estaduais continuarão greve de 55 dias, considerada ilegal pela Justiça, se assembleia geral decidir pela manutenção da paralisação

Publicado em: Segunda-feira, 18 de Abril de 2022, 15:45h - Por: Efrém Ribeiro
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Divulgação

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Piauí (Sinte), Paulina Almeida, disse, durante entrevista coletiva, na tarde desta segunda-feira (18), que a categoria poderá manter a greve dos professores da rede pública estadual de ensino, que dura 55 dias, se a assembleia dos docentes, marcada para às 8h30 de quarta-feira (20), decidir manter o movimento paredista.

O desembargador Oton Lustosa, do Tribunal de Justiça do Piauí, decidiu julgar ilegal a greve dos professores da rede pública estadual de ensino e se não suspenderem de imediato a paralisação, iniciada no dia 23 de fevereiro, o Sinte terá de pagar multa diária de R$ 10 mil.

Paulina Almeida informou que recebeu nesta segunda-feira a decisão do desembargador Oton Lustosa decretando a ilegalidade da greve e o Sinte vai recorrer da decisão junto ao Tribunal de Justiça.

Segundo ela, o desembargador  Oton Lustosa não pediu a manifestação de defesa do Sinte e decretou a ilegalidade da greve dos professores ouvindo apenas o Governo do Estado.

"Não temos como não recorrer. Nós estamos legalizados na greve e vamos submeter a continuidade da greve à nossa categoria.

A assembleia da quarta-feira dirá se vamos obedecer ou não a decretação da ilegalidade da greve, mesmo que tenhamos de pagar multa porque quem está ilegal é o Governo do Estado, que não está pagando para a categoria o reajuste salarial de 33,24% do piso nacional dos professores, que é uma lei federal", declarou Paulina Almeida.

Os professores da rede pública estadual de ensino estão reivindicando reajuste salarial de 50,25%, que são os 33,24% deste ano e de 17% que o Governo do Estado não concedeu nos últimos anos.

O Governo do Estado que dar reajuste salarial de 14,27% para os professores da rede pública estadual de ensino.


Fonte: Efrém Ribeiro

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