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Governo contrata empresa por R$ 5,6 bilhões para reduzir déficit da previdência estadual, mesmo assim dívida é bilionária

Publicado em: Terça-feira, 03 de Maio de 2022, 10:08h - Por: Toni Rodrigues
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Apesar do contrato milionário, déficit da previdência estadual é surreal

Cerca de R$ 5,760 milhões. Este é o valor do contrato firmado pelo governo do estado do Piauí, sob gestões do PT, com a empresa Fundação Instituto de Administração (FIA) “objetivo de viabilizar o equilíbrio financeiro e atuarial do Regime Próprio de Previdência dos Servidores do Estado do Piauí.”

 

Apesar do contrato milionário e da suposta atuação dos seus representantes, a projeção é assustadora. Estima-se que o déficit de 2021 seja de R$ 20,794 bilhões. A FIA garante ter feito a redução do déficit atuarial, que seria de R$ 26,840 bilhões em 2019, tendo caído para R$ 23 bilhões em 2020 e agora para os valores mencionados, segundo relatório da Fundação, datado de 24 de abril do ano em curso.

 

O instituto tem sede em São Paulo. Funciona na avenida das Nações Unidas, 7221, 15º andar, em Pinheiros. Sua principal atividade econômica é educação superior com pós-graduação e extensão.

 

O contrato foi firmado em 24 de abril de 2019, com vigência até 29 de abril de 2023. Espera-se, com isso, reduzir o déficit financeiro do sistema previdenciário, bem como garantir uma projeção razoável para o déficit atuarial. Estão sendo pagos pelo Executivo estadual a quantia de R$ 240 mil mensais.

 

“O presente contrato tem como objeto geral a contratação de pessoa jurídica detentora de comprovada capacidade técnica e operacional para pesquisa, elaboração e apoio a implementação de um amplo conjunto de ações estratégicas para viabilizar o equilíbrio financeiro e atuarial do Regime Próprio de Previdência dos Servidores do Estado do Piauí. Assim, os objetivos específicos têm como finalidade analisar os problemas enfrentados pelo Fundo de Previdência dos Servidores do Estado do Piauí e as causas, especialmente quanto a situação financeira atuarial, bem como desenvolver e implementar ações que possibilitem o equilíbrio atuarial financeiro do RPPS”, diz um trecho do documento.

 

A empresa tem como fiscais responsáveis Renan de Sousa Soares e Maria Lúcia de Fátima Ribeiro Rebello. O agente administrativo do contrato é José Ricardo Pontes Borges. (Toni Rodrigues)

 

Veja relatório na íntegra

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