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Governo do PT no Piauí compra R$ 217,2 mil em spray de pimentas e granadas para o sistema prisional, sem licitação

Publicado em: Terça-feira, 21 de Junho de 2022, 07:15h - Por: Toni Rodrigues
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Reprodução
Material será usado na contenção de possíveis situações de risco no sistema prisional do Estado, segundo justificativa

De acordo com o Extrato de Contrato n° 037/2022/SEJUS-PI, da Secretaria de Justiça do Estado do Piauí, o governo petista está comprando espargidores e granadas na condição de material bélico de menor potencial ofensivo para atender o sistema prisional do estado.

Trata-se de spray de pimenta e granada para contenção de possíveis rebeliões nas prisões e penitenciárias mantidas pelo estado do Piauí. O material está sendo adquirido ao custo integral de R$ 217.245,26 (duzentos dezessete mil, duzentos quarenta e cinco reais, vinte e seis centavos) sem qualquer exigência de licitação. Nas compras, estão incluídas 5.000 (cinco mil) munições de elastômero (ou balas de borracha).

Bala de borracha consiste de um projétil de látex para conter tumultos violentos ou manifestações onde a intenção é de dispersar a turba. O nome técnico desse tipo de munição é munição de elastômero e pode apresentar-se em vários formatos e tipos.

A empresa Condor S/A Indústria Química é responsável pela venda. Pertence a Carlos Erane de Aguiar e Luiz Cristiano Vallim Monteiro, está sediada no estado do Rio de Janeiro (rua Armando Dias Pereira, 160, bairro Adrianópolis, cidade de Nova Iguaçu) e existe desde 3 de março de 2005. Possui péssima referência em nível nacional.

A Condor S/A Indústria Química está vendo para o governo do Piauí 150 (cento e cinquenta) espargidores MAX Aerosol Pimenta OC, 100 (cem) espargidores médios espuma de pimenta, 100 (cem) granadas indor luz e som, 130 (cento e trinta) granadas indor pimenta OC e 5.000 (cinco mil) munições de elastômetro.

Segundo noticiário, em 2020 “parte das 270 mil balas de borracha que a Polícia Militar (PM) do estado de São Paulo comprou (...) da fabricante nacional Condor S/A Indústria Química apresentou falhas durante testes de segurança, precisão e qualidade realizados pela corporação."

Segundo policiais militares, tiros de balas de borracha da empresa Condor tiveram desvio de 80 centímetros e perfuração em pessoas acima dos limites permitidos. Agentes da Polícia Militar também disseram que bombas de gás e efeito moral da Condor apresentaram falhas nos testes. A polícia de São Paulo entendeu que o material da empresa leva riscos às pessoas. A empresa negou falhas, alegou que testes da PM não foram feitos de maneira adequada e que Exército atestou "excelência" do produto.

A compra de spray de pimenta e granada pelo governo do Piauí foi assinada em 13 de junho do ano em curso. Pela empresa, assinou Luiz Cristiano Vallim Monteiro e pelo Executivo estadual (Secretaria de Justiça) assinou Carlos Edilson Rodrigues Barbosa de Sousa. O contrato tem vigência de 12 meses, segundo extrato do Diário Oficial do Estado. (Toni Rodrigues)

Confira documentação AQUI

 

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