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Sob suspeita: Governo do PT anuncia investimento de R$ 8,2 milhões para produzir filme sobre história de Mandu Ladino

Publicado em: Sexta-feira, 13 de Maio de 2022, 08:41h - Por: Toni Rodrigues
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Reprodução Wellington dias autorizou recursos para produtora de Paulo Betti

A Secretaria Estadual de Cultura do Piauí vai aplicar a quantia de R$ 1,5 milhão na produção de um filme sobre a história do índio “Mandu Ladino”, que teria chefiado um levante contra os portugueses opressores em meados do século XVIII. Mas tem uma coisa muito estranha acontecendo com esse contrato em mais um escândalo cinematográfico protagonizado pelo governo do PT no Piauí.
 
No dia 11 de outubro de 2021, o então secretário Fábio Novo encaminhou ao então governador Wellington Dias documento solicitando autorização para investir R$ 8,275 milhões na produção do filme. Wellington Dias escreveu de punho autorizando para 2021 a quantia de R$ 1,5 milhão e para o exercício de 2022 a quantia de R$ 6,7 milhões, ou seja, quando já nem seria mais o chefe do Executivo.
 
Mas as coisas estranhas desse contrato não param por aqui. Como sempre, tem mais. Pelo extrato de contrato n° 040/2022, a Secult/PI contratou a empresa Bandeira Filmes Ltda, para a realização do evento Drama Mandu Ladino, no município de Teresina, com recursos oriundos do Tesouro Estadual, no valor de R$ 1,5 milhão.
 
Ocorre que na consulta do extrato 02.140.120/0001-10, a empresa que aparece é Bananeira Filmes Ltda, com capital social de R$ 10 mil, apenas. Tem como sócia-administradora Vânia Beatriz Lima Catani. Estas informações foram acessadas em 13 de maio de 2022 às 7h46mim.
 
No documento, o investimento do governo da seguinte forma: “A proposta de ‘MANDU’ é relatar a história de uma criança indígena chamada Mandu Ladino, conhecido como ‘abelha’ cuja tribo convive sofisticadamente com a criação de abelhas sem ferrão das quais extrai o mel e a cera. Aos 12 anos, Mandu sobreviveu e testemunhou o massacre do seu povo em um ataque, onde foi entregue junto a outras crianças indígenas aos padres da Companhia de Jesus, sendo educado no aldeamento dos missionários até rebelar-se e organizar uma revolta buscando vingança e a libertação do seu povo, apresentando de forma dramática a reconstituição de fatos, utilizando-se atores para isso.”
 
A justificativa é assinada por Nicélia Cardoso Lima, diretora de Unidade de Ação Cultural da Secult. Um questionamento que surge de imediato. A primeira parcela é no valor de R$ 1,5 milhão. Mas o restante será pago em oito parcelas e a empresa contratada não tem nenhuma garantia de que algum dia receberá os valores restantes.
 
O governo se posiciona sobre o contrato: “As logomarcas do Governo serão anexadas no material de divulgação no período do lançamento do mesmo. Conclui-se, portanto, que o contrato de patrocínio que se pleiteia está dentro do padrão legal almejado, uma vez que será de grande impacto midiático da iniciativa para a Secretaria de Cultura do Estado do Piauí – SECULT, bem como para o Governo do Estado. Desse modo, está justificado o valor do referido.”
 
A saga do filme Mandu Ladino começou em 2012, com a presença no estado do ator Paulo Betti. Na época ele chegou a escolher alguns locais para filmagens. No ano passado, a página da Academia Piauiense de Letras anunciou a produção: “O filme que conta a vida e as lutas do índio Mandu Ladino sairá em 2022, nas comemorações do bicentenário da Independência. (...) O anúncio foi feito pelo (então) governador Wellington Dias, ao informar que a produtora do ator e cineasta Paulo Betti foi a vencedora do edital para a produção do filme.”
 
Veja a documentação completa no link
 
https://drive.google.com/file/d/10Pr_OMbLjeR_nOuRoYyZVTNr9UbDKVxx/view?usp=sharing

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